Por Redação
A Polícia Militar prendeu um médico e um estudante do curso de Medicina da Universidade de Gurupi (UnirG) na madrugada desta quarta-feira, após a residência de uma professora da instituição ser atingida por pelo menos 21 disparos de arma de fogo, volta de 1h30, em Gurupi. O atentado causou danos ao portão, ao muro do imóvel, a três veículos na garagem e à estrutura de uma clínica médica pertencente aos proprietários. Os suspeitos foram conduzidos à Central de Atendimento da Polícia Civil para prestarem depoimento.
Abordagem policial e apreensão de arma
Após o acionamento via central de emergência, a Polícia Militar analisou imagens do sistema de monitoramento do local e identificou os veículos utilizados na ação. Um deles, um Jetta de cor branca, foi localizado no setor Jardim Eldorado, estacionado em uma casa noturna.
Os acusados
Na inspeção do automóvel, os policiais apreenderam uma pistola calibre 9 milímetros. Os ocupantes do veículo, identificados como o médico José Aristides Campelo Cabral e o acadêmico Pedro Campelo Cabral, foram encaminhados ao delegado plantonista.
Localização do segundo veículo e linha de investigação
Em desdobramento realizado pela equipe de plantão da Polícia Civil, com o apoio da 3ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), as forças de segurança localizaram o segundo veículo envolvido no ataque: uma caminhonete Amarok branca, sem placas, abandonada no setor Nova Fronteira. No local, os agentes recolheram novos projéteis para pericia técnica.
A Polícia Civil trabalha com diferentes hipóteses para determinar a motivação do crime. Entre as linhas apuradas está o relato de que a docente teria atribuído notas baixas ao estudante no curso universitário. A apuração vai determinar se há relação causal entre o desempenho acadêmico e o ataque praticado.
Violência e retaliação no meio acadêmico
O caso expõe a gravidade do uso da violência armada como tentativa de retaliação em ambientes acadêmicos e profissionais. Quando divergências institucionais ou avaliações pedagógicas extrapolam a esfera administrativa e descambam para atos violentos graves, compromete-se a integridade física de educadores e a segurança da comunidade acadêmica. O avanço rigoroso do inquérito policial e a responsabilização legal dos envolvidos são passos indispensáveis para coibir a impunidade e assegurar o cumprimento das leis na cidade.
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Fonte: Jair Inocêncio







