da redação
O Ministério Público do Tocantins (MPTO) instaurou um inquérito civil para apurar o furto e a venda ilegal de armas que estavam armazenadas no 7º Núcleo Regional de Perícia Criminal de Gurupi. A investigação busca esclarecer se outras pessoas participaram do esquema ou facilitaram a retirada dos armamentos, além de identificar possíveis falhas nos mecanismos de segurança e calcular os prejuízos causados aos cofres públicos.
O procedimento é conduzido pela 2ª Promotoria de Justiça de Gurupi e foi aberto após a condenação do ex-servidor João Victor Gomes Holanda, que confessou ter retirado entre 15 e 16 armas do local para comercializá-las clandestinamente.
Relatórios apontam que, na época dos crimes, entre janeiro e julho de 2025, o prédio funcionava sem câmeras de monitoramento, detector de metais ou controle de acesso. Testemunhas relataram que o ex-servidor tinha acesso à sala onde os armamentos eram guardados, às chaves do imóvel e às senhas do sistema informatizado.
Condenado em fevereiro de 2026 por peculato-furto e comércio ilegal de armas, ele teve a sentença definitiva em março. Segundo a investigação, cada arma era vendida por valores entre R$ 2,5 mil e R$ 3 mil, e nenhuma foi recuperada.
O MPTO deu prazo de 15 dias para que a Polícia Científica, a Secretaria da Administração e a Corregedoria-Geral da Segurança Pública apresentem informações. A Secretaria da Segurança Pública informou que ainda não recebeu notificação oficial sobre o novo inquérito, mas afirmou que colaborará com a apuração quando for acionada.






