O cenário da diplomacia internacional ganha espaço no ambiente acadêmico com a chegada das simulações de Assembleias Gerais das Nações Unidas.
Por Redação
Nos dias 6 e 7 de Novembro, no auditório da reitoria da Universidade Federal do Tocantins, campus Palmas acontece a 6ª edição do SimulaRI, evento que reúne estudantes universitários em uma experiência de representação diplomática, negociação e debate sobre os principais desafios enfrentados pela comunidade internacional.
Neste ano, a Assembleia terá como tema “Inteligência Artificial e o Futuro da Guerra: Autonomia, Poder e Responsabilidade”, propondo uma reflexão sobre os impactos do desenvolvimento tecnológico nos conflitos armados, os limites da autonomia das máquinas em decisões militares e as responsabilidades éticas, políticas e jurídicas relacionadas ao uso da inteligência artificial em contextos de guerra.

Durante o evento, os participantes assumem o papel de delegados de diferentes países, representando suas respectivas nações em uma simulação da Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU). A proposta é proporcionar aos estudantes a oportunidade dedefender os interesses, posicionamentos e políticas externas dos países representados, por meio de discursos, debates, negociações e construção de propostas coletivas.
Mais do que uma atividade acadêmica, o SimulaRI busca estimular o pensamento crítico, a capacidade de argumentação, a oratória, a liderança e a compreensão das relações internacionais. A iniciativa também proporciona aos participantes uma vivência prática dos desafios da diplomacia, evidenciando a importância do diálogo, da cooperação e da busca por soluções diante de questões globais.
Para o professor organizador da 6ª edição do SimulaRI , Ítalo Sposito, a realização do evento representa uma oportunidade fundamental para aproximar os estudantes de discussões que ultrapassam os limites da sala de aula. “A realização do SimulaRI é importante porque proporciona um espaço de debate e reflexão sobre temas atuais e questões que impactam diretamente as relações internacionais e a sociedade contemporânea. Além disso, o evento promove a integração entre estudantes de diferentes cursos, permitindo a troca de conhecimentos, experiências e perspectivas. Essa interação interdisciplinar enriquece os debates e demonstra que a construção de soluções para os desafios do nosso tempo depende do diálogo e da colaboração entre diferentes áreas do conhecimento”, destaca o professor.
A escolha do tema desta edição também reforça a preocupação do evento em discutir questões contemporâneas que exigem atenção da comunidade acadêmica e da sociedade.
Para a estudante organizadora Luna Montelles, debater a inteligência artificial no contexto dos conflitos armados é essencial para compreender os desafios que acompanham as transformações tecnológicas. “Discutir a inteligência artificial no contexto da guerra é reconhecer que estamos diante de uma transformação que já provoca questionamentos políticos, éticos, jurídicos e humanitários. É fundamental compreender até que ponto a.autonomia das tecnologias deve ser permitida em decisões que envolvem vidas humanas, quem deve ser responsabilizado por essas decisões e como os países podem estabelecer limites e mecanismos de controle. O SimulaRI surge justamente como esse espaço de reflexão, no qual estudantes de diferentes áreas podem construir perspectivas, confrontar ideias e compreender a complexidade de um tema que diz respeito não apenas ao futuro dos conflitos armados, mas também ao futuro da humanidade”, destaca Luna.
Com uma proposta que aproxima a teoria da prática, o SimulaRI pretende transformar o ambiente universitário em um espaço de protagonismo, conhecimento e intercâmbio de ideias, permitindo que os estudantes vivenciem, ainda que em um cenário de simulação, a complexidade das decisões que influenciam o mundo.
Serviço
O quê: SimulaRI – simulação da Assembleia das Nações Unidas
Quando: 6 e 7 de Novembro, a partir das 8h
Onde: Reitoria da Universidade Federal do Tocantins – Campus Palmas






