O proprietário do pesque-pague Tambaqui, Anísio, relatou prejuízo significativo após enchente no sábado, 20, que invadiu a represa da propriedade e submergiu os tanques de criação. Segundo ele, a água cobriu a rodovia Juarez Moreira — que liga Gurupi a Dueré — em poucos minutos e arrastou milhares de tambaquis, muitos em fase adulta, com peso estimado entre 20 e 25 kg. Além da perda do estoque, a estrutura do empreendimento sofreu danos que comprometem o atendimento e receitas futuras.
Por Wesley Silas
Ainda de acordo com o proprietário, vizinhos se apropriaram dos peixes durante e após o evento e registraram vídeos que circularam em redes sociais. Anísio afirma que nunca havia presenciado algo semelhante pessoalmente e ressalta que os animais representam anos de investimento e não fazem parte da fauna local.
“Quando o gado de um vizinho entra em meus pastos, eu devolvo; esses peixes são fruto de muitos anos de investimento no pesque-pague e não pertencem à fauna local”, disse Anísio, ressaltando o prejuízo material e emocional. Ele informou que, em cerca de 10 minutos de chuva intensa, a água atingiu 70 cm na cozinha do estabelecimento.
Impacto socioeconômico
O pesque-pague gera renda direta e indireta com empregos, serviços turísticos e fornecedores locais. A perda parcial do estoque e os danos estruturais ameaçam contratações, a renda de famílias e o fluxo turístico em Gurupi, afetando a cadeia de pequenos prestadores de serviço.
O episódio evidencia fragilidades na prevenção a cheias e na gestão de criadouros em áreas sujeitas a inundação. Situações como essa colocam em debate medidas de proteção de empreendimentos aquícolas, fiscalização e políticas para reduzir riscos e proteger bens produtivos e ambientais.







