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MPTO recomenda que Amélio Cayres anule atos e retome tramitação de MPs na Assembleia

Atitude TocantinsPor Atitude Tocantins25 de abril de 2026 - 13:372 minutos de leitura
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Por Redação

O Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO) instaurou procedimento administrativo para fiscalizar o processo legislativo das Medidas Provisórias (MPs) nº 20 e 21/2026 na Assembleia Legislativa (Aleto). O órgão enviou uma recomendação ao presidente da Casa, deputado Amélio Cayres para que anule os atos que interromperam a tramitação das matérias, visando garantir a segurança jurídica e a responsabilidade fiscal.

A controvérsia envolve a devolução sumária das MPs pela Presidência da Aleto, sob alegação de perda de eficácia. As medidas tratam de reajustes e políticas remuneratórias para servidores da Educação, Detran, Procon e Ruraltins. O MPTO interveio após representação que apontou risco ao patrimônio alimentar dessas categorias.

Contexto da controvérsia

A discussão começou após a Aleto devolver as referidas MPs ao Governo do Estado, declarando perda de eficácia. As medidas tratam de políticas remuneratórias para servidores das áreas de Educação, Trânsito, Proteção ao Consumidor e Desenvolvimento Rural. A intervenção do Ministério Público ocorreu após representação que alertou sobre possíveis prejuízos financeiros a esses profissionais.

Argumentos do Ministério Público

O MPTO fundamenta a recomendação em quatro pontos centrais:

  • Interpretação Jurídica: O órgão sustenta que a devolução das MPs baseou-se em uma leitura equivocada das normas, divergindo de entendimentos do Supremo Tribunal Federal (STF).

  • Impacto Financeiro: Aponta que emendas parlamentares que aumentaram despesas não apresentaram a estimativa de impacto orçamentário exigida por lei.

  • Prazos Regimentais: O Ministério Público afirma que a devolução ocorreu fora do prazo estabelecido pelo regimento interno da Assembleia e após o início da tramitação nas comissões.

  • Segurança Institucional: Defende a necessidade de proteger o caráter alimentar dos salários e manter a harmonia entre os Poderes.

Recomendações à Aleto

O documento expedido pelo MPTO solicita que a presidência da Assembleia:

  1. Torne sem efeito os despachos que interromperam o processo;

  2. Retome a tramitação normal das MPs nº 20 e 21/2026;

  3. Analise, simultaneamente, os vetos governamentais relacionados ao tema.

Caráter da atuação e prazos

O Ministério Público reforça que a medida tem natureza preventiva e colaborativa, buscando evitar a judicialização do conflito e danos aos servidores.

A presidência da Aleto tem o prazo de dois dias úteis para informar se acatará a recomendação ou apresentar suas justificativas. O Governo do Estado também foi notificado para acompanhar o caso.

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