Por Wesley Silas
Em uma recente entrevista ao Programa do Bial, o economista e ex-governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, destacou que o maior desafio enfrentado pelo Brasil, acrescento também do Tocantins, é de natureza política. Hartung enfatizou a necessidade de um equilíbrio entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, sugerindo que isso pode ser alcançado por meio de uma política sólida, que promova diálogos construtivos e propostas claras.
Durante a conversa, Hartung mencionou a importância de uma balança política que não favoreça um único poder, mas que busque a harmonia entre eles. Ele citou como exemplo o governo de Fernando Henrique Cardoso, que conseguiu formar uma base sólida no Congresso Nacional e implementar um programa reformista eficaz. Para Hartung, é fundamental que os cidadãos compreendam as direções que os candidatos pretendem seguir, por meio de propostas e programas bem definidos.
A situação política no Tocantins, marcada por incertezas, pode ser usada na reflexão das palavras de Hartung. Recentemente, o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) foi afastado, levando o vice-governador Laurez Moreira (PSD) a assumir interinamente o cargo. Esse cenário de instabilidade política, com a cassação de governadores nos últimos anos, ressalta a fragilidade do sistema político local e a necessidade urgente de um diálogo mais efetivo e de propostas claras que possam restaurar a confiança da população nas instituições.
Em conclusão, a análise de Hartung sobre os desafios políticos no Brasil se aplica diretamente ao Tocantins, onde a incerteza política continua a ser um obstáculo significativo para o desenvolvimento e a governança eficaz. A construção de um ambiente político mais estável e transparente é essencial para que o estado possa avançar e enfrentar os desafios que se apresentam. As recentes mudanças de liderança e a sequência de governadores cassados evidenciam a urgência de um compromisso coletivo por parte dos políticos e da sociedade para construir um futuro mais sólido e previsível, tendo no cardápio do eleitor para 2026 nomes com visões diferentes a do atual governador, Laurez Moreira (PSD) com o lema histórico de um nome que faz política por vocação; o nome da senadora professora Dorinha (UB) com forte ligação na educação e o do empresário Ataides Oliveira que defende um Estado mais enxuto, menos burocrático com combate a corrupção; seguindo um perfil parecido com o do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).








