Um dos grandes desafios que o próximo presidente, assim como o governador, senadores, deputados federais e estaduais do Tocantins terão a partir de 2019 será combater a pobreza e elevar o índice educacional com qualificação profissional do Tocantins para evoluir um quadro que envolve 57% dos eleitores que estão na faixa entre Analfabetos e com ensino médio incompleto, apenar no Tocantins. Na contramão deste número, o especialista Eric Hanushek, diz com mais investimentos na educação o brasileiro poderia ganhar até 30% a mais.
por Wesley Silas
Em época de eleições, regiões pobres como a do Bico do Papagaio, considerada como a que mais recebe benefícios do Programa Bolsa Família do Estado do Tocantins, são as mais assediadas por todos os políticos que garimpam nos 25 municípios, parte dos 139.694 eleitores estão aptos a votar, num universo de 1.031.262 eleitores no Estado.
Nesta linha, hoje, dia 26 de setembro, durante o evento “Educação 360”, que aconteceu no estado do Rio de Janeiro, o economista e pesquisador da Universidade de Stanford, Eric Hanushek afirmou que, se a educação básica oferecida no Brasil fosse mais eficiente, o salário do brasileiro seria maior, aumentando cerca de 30%.
Estes dados acontecem no momento de reflexão em um país onde mais de 50% dos eleitores são classificados entre analfabetos e com ensino médio incompleto e 25,4% da população está na linha de pobreza, e sem oportunidades, o período eleitoral serve como ópio onde muitos destes eleitores festejam o “bico” que acontece de quatro em quatro anos em um único mês no desafio de cabos eleitorais, enquanto assistem discursos de candidatos voltados à alforria desta prisão social, onde muitos deles defendem como um dádiva divina ser ficha como se fosse uma virtude, que no ponto de vista da moral e ética seria obrigatório, em meio a tantos escândalos de corrupção.
Educação continua sendo o principal desafio
Segundo o TSE, 62,7% dos eleitores brasileiros estão classificados na faixa entre Analfabetos e com ensino médio incompleto. Na região norte este número sobe para 63,2% e no Tocantins, apesar de alto, os números caem para 57%, um pouco pior do que Goiás que aparece nesta mesma soma com 54,1% (TSE/2018). Tudo isso acontece com o agravante da pobreza num país que tem 50 milhões de pessoas na linha da pobreza, representando 25,4% da população (IBGE/2017).
Igualdade: Art. 5º. Todos são iguais perante a lei???
Durante o evento “Educação 360” o ex-ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, defendeu o obvio, quando disse que o país precisa investir mais em educação, principalmente quando comparamos às aplicações feitas em outras áreas.
“O Brasil atualmente despende 6% do PIB em educação. No Judiciário, o Brasil despende 1,5% do PIB. A população do Judiciário do Brasil hoje é talvez, entre juízes e promotores, não deve chegar a 60 mil pessoas. Se somar aos funcionários, passa. A população da educação nós talvez cheguemos a 60 milhões. Fazendo uma comparação: 60 milhões gastam 6% do PIB, 60 mil gastam 1,5% do PIB. Cada juiz ou promotor custa 250 vezes um aluno ou professor.”
Sem oportunidades igualitária, a democracia no Brasil, historicamente, fica comprometida e dá espaço às ideologias socialistas ou anarquistas, perceptíveis antes no contexto global e quando se trata de democracia devemos analisar os fatos pós regime militar de 1964 até redemocratização e “democratização” enrustida e da tentativa socialista durante o governo do PT. Neste sentido, o passado é muito bom para contextualizarmos o presente, para isso basta lembrarmos bem da história que mostra que a nova República, iniciou-se com as eleições indiretas quando Tancredo Neves, avó de Aécio Neves, que faleceu antes de assumir o governo fazendo com que José Sarney, pai de Roseana Sarney (PDS), assumisse a presidência da República e teve como principal desafio “reconstruir a tal democracia” por meio do retorno das eleições Diretas. Depois da reconstrução da tal “democracia” teve a cassação de Collor e por último a de Dilma, obviamente, gerou muitas inseguranças política e crise econômica que, coincidente também faz parte da história do Tocantins com duas cassações do mesmo governo eleito pela “vontade do povo” ante mesmo do Estado completar 30 anos.
Educação e o analfabetismo funcional
A falta de compreensão do mundo por meio de leituras de muitos eleitores, conforme os números citado acima, que foram deixados à margem da oportunidade do acesso à educação, da qualificação profissional e da leitura da realidade, os deixam como isca fáceis para candidatos com ideologias mal intencionadas, ou sem, que contam com o auxílio da manipulação da grande mídia e das redes sociais que conseguem fazer o efeito manada induzida por estratégias como hashtags como #elenão e #elesim em busca dos assuntos mais comentados no twitter ou facebook e, obviamente, os resultados destas redes sociais refletem em várias interpretações de “comentaristas”, artistas globais e professores doutores universitários especializados sobre o assunto, sem dar oportunidade aos incautos a observação de pesquisarem profundamente sobre a sublinaridade do que eles assistem, ler ou ouvem.
Mas, voltando ao evento “Educação 360”, no Rio de Janeiro, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), ao defender as propostas apresentadas aos candidatos à Presidência da República, defendeu que é necessário preparar os jovens para o mercado de trabalho ainda na Educação Básica.
“Então nós temos um grande contingente de jovens que é vítima exatamente dessa baixa capacidade de diálogo entre o nosso modelo educacional e as opções e projetos de vida dos jovens que passam pela escola.” Disse o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi.
Afinal, estamos assim como todos com o mínimo de sensatez é capaz de lar, em uma sociedade sem disciplina e a competitividade está impregnada no conceito de quem domina, ao contrário da eficiência de países que apostam em um sistema educacional onde a alfabetização e qualificação profissional chega a quase a totalidade da nação.







