Da redação
Um laudo da Polícia Federal concluiu que a ponte Juscelino Kubitschek, na BR-226, entre os Estados de Tocantins e Maranhão, caiu por falta de manutenção e reformas mal executadas, além de negligência e descaso por parte do poder público. As informações foram divulgadas pelo Fantástico, da TV Globo. A ponte sobre o Rio Tocantins desabou no dia 22 de dezembro, deixando 14 pessoas mortas e outras três desaparecidas até hoje. As paraenses Cássia de Sousa Tavares, de 34 anos, e a filha, Cecília Tavares Rodrigues, de 3 anos, estavam entre as vítimas do desabamento. Elas foram sepultadas em Tucuruí, no dia 3 de janeiro deste ano. O marido de Cássia, que também estava no veículo com a família, foi resgatado com vida.
O laudo da Polícia Federal foi encaminhado ao delegado Allan Reis de Almeida, que afirmou que a omissão de agentes públicos quanto à manutenção da ponte foi um fator determinante para o desastre. O DNIT também informou que uma comissão técnica concluiu a apuração do acidente e enviou o relatório à corregedoria do órgão.
Recursos e Investimentos
Após a tragédia, o Congresso Nacional destinou R$ 35,6 milhões em emendas parlamentares para as cidades afetadas, mas os recursos foram direcionados a projetos como shows e iluminação, e não para a infraestrutura da ponte. A situação levanta questões sobre a gestão de recursos públicos e a prioridade dada à segurança das estruturas viárias no Brasil.







