Por Wesley Silas
A decisão do Senado Federal em rejeitar a indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União (AGU), para o Supremo Tribunal Federal (STF) gerou manifestações de lideranças políticas no Tocantins. O episódio marca um revés para o governo federal: esta é a primeira vez, desde 1894 — durante a gestão de Floriano Peixoto —, que a Casa revisora nega um nome indicado à Corte.


Reação do PT Estadual
O presidente do PT no Tocantins, Nile William, criticou a decisão dos senadores. Para o dirigente, a rejeição teve motivações políticas e ignora o currículo técnico do indicado.
“O Senado recusou a nomeação de um quadro qualificado, doutor em Direito e de conduta ilibada. Ao tentarem desgastar o governo, os parlamentares que votaram contra acabam por prejudicar a agenda do Judiciário e a própria soberania nacional”, afirmou William, relacionando o voto da oposição a divergências em pautas econômicas e sociais.
Posicionamento de Kátia Abreu
A ex-senadora Kátia Abreu também lamentou o resultado. Em suas redes sociais, ela utilizou uma metáfora sobre a resistência do grupo político diante do cenário adverso.
“Esse episódio no Senado fará o sangue ferver. A democracia deve ser respeitada, mas seguiremos com mais força e coragem”, publicou a ex-parlamentar. Kátia Abreu ainda compartilhou conteúdos que destacavam o perfil de Messias, comparando a situação à de outros ministros de orientação religiosa que compõem a Corte, como André Mendonça, reforçando que o Brasil perdeu a oportunidade de ter um magistrado com o perfil do atual AGU.
Próximos Passos
Com a rejeição, o nome de Jorge Messias não poderá ser reapresentado para a mesma vacância. A vaga, aberta em outubro após a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, permanecerá em aberto.
Cabe agora à Presidência da República enviar uma nova indicação ao Senado. O novo nome deverá submeter-se ao rito constitucional completo: sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), votação no colegiado e análise final pelo Plenário da Casa.







