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Opnião

A Figueira que não produz

Atitude TocantinsPor Atitude Tocantins20 de abril de 2014 - 14:134 minutos de leitura
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” O Senhor tem expectativas ao nosso respeito. Ele faz investimentos em nossas vidas todos os dias, o maior deles foi o sangue precioso derramado no Calvário. Além disso, Ele nos deu o seu Santo Espírito e dons que nos habilitam ao fazer cristão”. João Gomes

E dizia esta parábola:




 “Um Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha, e foi procurar nela fruto, não o achando; E disse ao vinhateiro: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho. Corta-a; por que ocupa ainda a terra inutilmente? E, respondendo ele, disse-lhe: Senhor, deixa-a este ano, até que eu a escave e a esterque; E, se der fruto, ficará e, se não, depois a mandarás cortar”. (LC 13: 6-9).


 


Esta parábola começa com algo que não é muito comum nos vinhais. Uma figueira no meio da vinha por quê?  Esse vegetal com forma de cultivo diferente parece está ali por permissão e não por conveniência. Vinha é uma plantação de videiras. Por que haveria ali uma figueira?


 


Em Rm capitulo 11, Paulo faz uma exposição completa da nossa velha natureza enxertada contra o que é natural para nos tornar árvore frutífera. Éramos zambujeiro, um tipo de oliveira brava quando da nossa vida carnal, depravada e alienada de Deus. Mesmo assim, Deus nos enxertou na sua vinha e espera pacientemente pelos nossos frutos.   


 


Deus é o dono da vinha se estamos no meio dela contrariando todas as leis da agronomia é apenas por sua graça e amor. Não temos a natureza e a qualidade correspondentes à videira, mas vivemos ali, pela misericórdia divina que nos adotou. Nunca devemos fazer exigências a Deus com base em direitos ou méritos. Tudo que temos e somos é pela graça, e sejamos gratos!




Temos no texto uma preocupação do dono em relação à figueira, queria cortar. Deus não suporta parasitas, se não der fruto corta. (Jo 15: 1-3). Mas o viticultor  (O Espírito Santo) implora por mais um tempo e promete cultivá-la com adubos, se essa tentativa não funcionar aí ele mesmo se encarrega de cortá-la.


 


Investimentos teriam que ser feito. Nesse caso, o objetivo era a frutificação. O Senhor tem expectativas ao nosso respeito. Ele faz  investimentos em nossas vidas todos os dias, o maior deles foi o sangue precioso derramado no Calvário. Além disso, Ele nos deu o seu Santo Espírito e dons que nos habilitam ao fazer cristão. Mas como estamos e o que estamos produzindo? – Sombra? Folhagem? Aparência? Deus espera de nós algo melhor e mais valioso! (Gl 5.22).


 


Vejam na parábola que o dono da vinha veio procurar o fruto e, não o achando, ficou decepcionado, por esse motivo  mandou cortar a figueira. Temos neste ponto a manifestação da justiça divina que não suporta para sempre as nossas injustiças e desdenho. Cada dia das nossas vidas é uma nova oportunidade. Se ainda não fomos cortados é porque ainda podemos frutificar. O viticultor se prontificou a cuidar da figueira, cavando em volta e adubando. O Senhor ainda se propõe a investir mais em nós. O processo pode ser difícil. Cavar em volta pode ser um procedimento incômodo, que vêm romper a dureza do solo, expor o que está oculto, retirar as pedras e nos fazer mais receptivos à água que representa a Palavra de Deus. O adubo pode não ser agradável, não cheira bem, mas é necessário. Precisamos aprender também com as coisas ruins que nos sobrevêm.


 






João Gomes da Silva é escritor, teólogo e presidente da Igreja  Evangélica Betesda em Gurupi


E-mail: revjoã[email protected]

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