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Lar»Negócios»Agronegócio»Katia Abreu: ‘Brasil e China precisam unir forças para a produção de energia limpa’
Agronegócio

Katia Abreu: ‘Brasil e China precisam unir forças para a produção de energia limpa’

Senadora também pautou a segurança alimentar em sua exposição durante o Brazil China Meeting, evento que reúne lideranças dos dois países em Shenzhen.
Atitude TocantinsPor Atitude Tocantins10 de janeiro de 2024 - 17:096 minutos de leitura
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Por Lide

Estabelecer grandes oportunidades de negócios entre Brasil e China, promover o intercâmbio de tecnologia e comércio exterior entre duas das grandes potências mundiais. Essa é a proposta do Brazil China Meeting, que segue até o dia 13 de janeiro, em Shenzhen e Hong Kong. Realizado pelo LIDE, em parceria com os jornais Valor e O Globo e a Rádio CBN, o evento reúne mais de 140 empresários, investidores e autoridades no seminário econômico que debate oportunidades bilaterais. O evento terá ainda um meeting com visitas a companhias chinesas.

A importância das economias do Brasil e da China e a necessidade de cooperação em diversas pautas pertinentes aos dois países nortearam os debates entre os especialistas. Agronegócio, mineração, tecnologia e a indústria automobilística ganharam destaque nos painéis da manhã.

Levantando as discussões sobre o agronegócio, a segurança alimentar foi o grande destaque do primeiro painel do evento. Senadora e ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (2015-2016), Katia Abreu falou sobre a perspectiva da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) de aumento da produção de alimentos em 40% para o cumprimento das metas relacionadas à segurança alimentar.

“É preciso fertilizar as áreas que já temos, elaborar tecnologia sobre elas e aumentar a produção em 40%. A agricultura brasileira é campeã no campo”, destacou.

A senadora frisou, ainda, as similaridades e sinergias existentes entre os dois países parceiros, enfatizando a necessidade da produção de novas fontes de energia limpa.

“A China vem se especializando em energia renovável, na produção de placas solares, por exemplo. O Brasil é um grande expert na produção de energia eólica para o mundo. Os dois países precisam unir forças para a produção de energia limpa. O hidrogênio verde pode ser um grande salvador para o mundo”.

Para o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (2022), Francisco Maturro, o Brasil ainda tem muito espaço para expandir o agronegócio e crescer na área de pastagens.

“Não queremos crescer sobre a Amazônia, sobre florestas nativas. Temos 160 milhões de hectares de áreas de pasto, vamos avançando sobre terras degradadas, recuperando o solo, a produção e o meio ambiente. O Brasil tem desafios, mas tem oportunidades para ajudar o mundo a combater o que há de mais grave na sociedade, a fome”, pontuou.

Francisco Maturro destacou o potencial de crescimento do agronegócio. (Foto: Ding Hongzheng Shuyi/LIDE)

Mineração e commodities

As perspectivas para fortalecer a relação comercial com a China, o maior destino do minério brasileiro, guiaram os debates do segundo painel do evento. Diretor de Desenvolvimento para Ásia da Vale, Dauter Oliveira, abordou a evolução das vendas de minério de ferro para a China ao longo dos 50 anos de relação comercial entre a Vale e o país asiático.

“A Vale produz um pouco mais de 300 milhões de toneladas de minério de ferro e dois terços dessa produção vem para a China. Em 50 anos, já fornecemos mais de 3 bilhões de toneladas de minério de ferro”.

Para além do contexto de fornecimento e venda de minérios, Oliveira destacou que uma das metas da Vale atualmente é contribuir com ações de descarbonização para seus clientes.

“Estamos investindo em uma tecnologia que pode chegar a até 100% de utilização de biocarbono, que vem da biomassa. É a produção de aço de forma verde. Estamos produzindo no Brasil e no futuro vamos trazer para a China”.

Presidente da IBRAM (Instituto Brasileiro de Mineração), Raul Jungmann acredita que a relação entre Brasil e China deve se estreitar ainda mais nos próximos dois anos, com o Brasil à frente do BRICS. “O setor mineral é, sem dúvidas, um dos três maiores setores produtivos do país. Temos  projetos anunciados para o período até 2027 e precisamos começar a pensar em segurança mineral em termos de produção”.

Mineração e commodities

As perspectivas para fortalecer a relação comercial com a China, o maior destino do minério brasileiro, guiaram os debates do segundo painel do evento. Diretor de Desenvolvimento para Ásia da Vale, Dauter Oliveira, abordou a evolução das vendas de minério de ferro para a China ao longo dos 50 anos de relação comercial entre a Vale e o país asiático.

“A Vale produz um pouco mais de 300 milhões de toneladas de minério de ferro e dois terços dessa produção vem para a China. Em 50 anos, já fornecemos mais de 3 bilhões de toneladas de minério de ferro”.

Para além do contexto de fornecimento e venda de minérios, Oliveira destacou que uma das metas da Vale atualmente é contribuir com ações de descarbonização para seus clientes.

“Estamos investindo em uma tecnologia que pode chegar a até 100% de utilização de biocarbono, que vem da biomassa. É a produção de aço de forma verde. Estamos produzindo no Brasil e no futuro vamos trazer para a China”.

Presidente da IBRAM (Instituto Brasileiro de Mineração), Raul Jungmann acredita que a relação entre Brasil e China deve se estreitar ainda mais nos próximos dois anos, com o Brasil à frente do BRICS. “O setor mineral é, sem dúvidas, um dos três maiores setores produtivos do país. Temos  projetos anunciados para o período até 2027 e precisamos começar a pensar em segurança mineral em termos de produção”.

Raul Jungmann, presidente da IBRAM_Foto_Ding Hongzheng_Shuyi_LIDE (2)Raul Jungmann aposta no setor mineral como um dos grandes protagonistas da relação entre Brasil e China. (Foto: Ding Hongzheng Shuyi/LIDE)

Tecnologia e indústria automobilística

A importância da exportação da tecnologia chinesa foi pauta dos últimos painéis da manhã do Brazil China Meeting. Além de abordarem soluções para segurança pública e cidades inteligentes, o destaque ficou por conta da indústria automobilística, sendo a chinesa BYD a principal marca de veículos elétricos e classificada entre as 10 maiores empresas do mundo.

“Nossa missão é a eletrificação e o compromisso da BYD é criar um ecossistema verde de energia. Acreditamos que ter talentos de alto nível é o principal recurso para a inovação”, destacou Jolin Zhang, diretora da divisão americana de vendas da companhia.

Jolin Zhang,diretora da divisão americana de vendas da BYD_Foto_Ding Hongzheng_Shuyi_LIDE (2)Jolin Zhang falou sobre a expansão mundial da chinesa BYD (Foto: Ding Hongzheng Shuyi/LIDE)

Diretor institucional da BYD, Marcello Schneider apontou a expansão da marca no Brasil, que já chega a 59 concessionárias abertas e mais de 18 mil unidades de carros elétricos vendidos. “Também estamos trabalhando com os ônibus eletrificados. Esse ano, cerca de 2.000 unidades serão entregues para a cidade de São Paulo, que será um grande modelo para o mundo”.

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O Brazil China Meeting tem master patrocínio da Paper Excellence. Os patrocinadores do evento são BYD, Cosan, Inovebanco e Vale. O apoio é do banco BRB, da Cidade de São Paulo, Hikvision, Governo do Estado do Rio de Janeiro, TCL SEMP e Prefeitura do Rio de Janeiro. O apoio institucional é da CBN e de O Globo. A operadora oficial é a Maringá Turismo. A iniciativa é uma parceria entre o LIDE e o Valor Econômico.

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