Fechar menu
  • Home
  • Notícias
  • Cidades
  • Educação
  • Entretenimento
  • Esporte
  • Estado
  • Política
  • Negócios
  • Mais
    • Mulher e Sociedade
    • Web Stories
WhatsApp Facebook X (Twitter) Instagram
Facebook Instagram X (Twitter)
Atitude TocantinsAtitude Tocantins
segunda-feira, 16 março
  • Home
  • Notícias
  • Cidades
  • Educação
  • Entretenimento
  • Esporte
  • Estado
  • Política
  • Negócios
  • Mais
    • Mulher e Sociedade
    • Web Stories
Atitude TocantinsAtitude Tocantins

Lar»Notícias»Destaques»Esperança, teimosia desvairada
Destaques

Esperança, teimosia desvairada

Atitude TocantinsPor Atitude Tocantins30 de maio de 2015 - 20:004 minutos de leitura
WhatsApp Facebook Twitter E-mail

Por Ricardo Gondim

Na década de 1950, fomos devidamente advertidos de que as formigas saúvas acabariam com o Brasil. No década de 1960, espalhou-se o pavor de que os comunistas viriam, desde a União Soviética, comer nossas criancinhas. Nos anos 1970, especialistas profetizaram o fim do petróleo mundial, e que as economias entrariam em colapso. Em 1980, criou-se a paranoia da camada de ozônio – o buraco sobre a Antártida seria tão enorme que raios solares fritariam o planeta.  Na última década do século XX, uma pane nos computadores faria aviões cairem do céu, trens baterem de frente e até arsenais nucleares serem lançados à revelia.

Desnecessário dizer que nenhuma das profecias se cumpriu. As formigas continuam uma praga sem arrasar com a nossa dispensa. O preço do petróleo desabou e a produção parece assegurada para os próximos cem anos. Essas evidências mostram que os profetas de mau agouro erram mais do que eles próprios admitem. Seus prognósticos os deixam mais ricos e mais populares. A vida se torna asfixiante. A história porém segue, a despeito de vaticínios trágicos – com solavancos, mas segue.  Aqui e ali, as barbáries de sempre continuam a nos estarrecer. Aqui e ali, porém, chega uma boa notícia.

"Na década de 1950, fomos devidamente advertidos de que as formigas saúvas acabariam com o Brasil. No década de 1960, espalhou-se o pavor de que os comunistas viriam, desde a União Soviética, comer nossas criancinhas" Ricardo Godim.
“Na década de 1950, fomos devidamente advertidos de que as formigas saúvas acabariam com o Brasil. No década de 1960, espalhou-se o pavor de que os comunistas viriam, desde a União Soviética, comer nossas criancinhas” Ricardo Godim.

É verdade, um mundo conectado nos expõe mais próximos da violência. A pornografia infantil se torna uma ameaça mais assustadora devido a internet. Os cartéis de drogas, com a facilidade do transporte de armas, parecem mais violentos. O capital transnacional migra, sem reconhecer dia ou noite, pelos continentes em busca do maior lucro.

Agora, com todas as adversativas, mas, porém, todavia, contudo, nem tudo é desgraça.

Não rumamos para o caos absoluto.

Sobram razões para manter a esperança. A varíola acabou. Uma nova consciência sócio-ambiental toma corpo. A corrida armamentista já não nos coloca em iminente destruição com as bombas nucleares.

Digo sem medo: abaixo os profetas do caos. É preciso abrir espaço para sonhar. Os bruxos do pessimismo não podem ter a primazia de descarregar sobre nós o veneno da apatia. Entendo. Para eles, quanto mais desastroso o horizonte, melhor.

Os quiromantes da morte sabem que um pessimismo trágico abre alas para que tiranos se sintam vocacionados a entrar em cena. Todos os totalitarismos aconteceram devido ao cuidado de pessoas e grupos de se colocarem como “prevenção à catástrofe”. A lógica para os nacionalismos que meteram o mundo nas duas guerras mundiais veio do receio de que podemos “perder o controle da pátria”.

O coquetel para que leviatãs se levantem no Brasil está pronto. O controle da mídia por grupos reacionários se soma ao desespero filosófico, mais à insegurança econômica e logo o barril  da violência irá pelos ares. Interessa ao fascismo deixar a sensação de que a história caminha para uma sinuca de bico. Sem opções, algum messias, ou sistema messiânico, será chamado para “assumir o controle da bagunça”. Não tarda ouvirmos: “melhor uma liberdade relativa do que essa anarquia em que nos meteram”.

Reproduzo o pensamento de Hannah Arendt por acreditar na possibilidade do surgimento de outro mundo, mesmo em meio à promessa de borrasca:

O novo sempre acontece à revelia da esmagadora força das leis estatísticas e de sua probabilidade que, para fins práticos e cotidianos, equivale à certeza; assim, o novo sempre surge sob o disfarce do milagre. O fato de que o homem é capaz de agir significa que se pode esperar dele o inesperado, que ele é capaz de realizar o infinitamente improvável. E isto, por sua vez, só é possível porque cada homem é singular… [A Condição humana, p.191]

Reluto com todas as forças para não deixar a minha esperança marchar ao lado dos odiosos. Se eu capitular agora, adubo o chão de onde surgirão os monstros que tanto desprezo. É preciso manter a doçura, acreditar no estado do direito, conversar com gente ponderada, e jamais dar ouvidos ao discurso do caos. Junto com o descrédito político, religioso e econômico podem surgir as formas mais malévolas do cinismo. E junto com ele, a opressão. Desejo ficar longe desse pessimismo. Quero guardar em mim a possibilidade – o disfarce – do novo, o milagre.

No Brasil, sobre tudo o que devo guardar agora, guardo a minha Esperança.

Soli Deo Gloria


Ricardo Gondim é escritor e teólogo,  presidente  da Convenção Betesda Brasil.  E-mail: E-mail: ricardogondin2@gmail.com

Compartilhar. WhatsApp Facebook Twitter Pinterest Telegrama E-mail
Atitude Tocantins
  • Site

Ao desenvolvermos as seções de Agronegócio, Cidades, Opinião, Social, Cultura, Educação e Esporte, Meio Ambiente e Política procuramos atender a necessidade do público em ser informado sobre os acontecimentos locais, regionais ou próximos à comunidade.

Postagens relacionadas

Expansão da soja no Tocantins evidência papel estratégico das agroindústrias na absorção da safra

16 de março de 2026 - 09:02

ELMO fortalece mercado imobiliário de Palmas com evento voltado à elite de corretores

14 de março de 2026 - 15:13

Governador Wanderlei Barbosa cumpre agenda em Assunção e apresenta potencial econômico do Tocantins em encontro do BID

12 de março de 2026 - 20:25

Laurez rebate Governo do Tocantins e afirma que dívidas do Plano Servir são ‘problema acumulado’ antes da gestão interina

12 de março de 2026 - 19:16

Tragédia em Gurupi: Rompimento de represas em cadeia causa inundação repentina e rastro de destruição

12 de março de 2026 - 18:36

Ato em Gurupi lembra vítimas de feminicídio e reforça mobilização pelo fim da violência contra a mulher

12 de março de 2026 - 17:00
Facebook X (Twitter) Instagram
  • Quem Somos
  • Política de Privacidade
  • Contato
© 2026 Atitude Tocantins | Todos os direitos reservados | Desenvolvido por NETWORK F5

Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.