por Wesley Silas
A paralisação organizada pelo Sindicato dos Médicos no Estado do Tocantins (SIMED) iniciou nesta segunda-feira, 01, e promete seguir até a próxima quarta-feira, 03, e acontece no momento da mudança do Secretário Estadual de Saúde.
“O governo não vem cumprindo suas obrigações no sentido de adicional noturno, insalubridade, gratificações, data base, progressão e melhores condições de trabalho. Então, são lutas que desencadearam esta paralisação. Foi decidido em um Assembleia no Sindicatos dos Médicos há duas semana que os trabalhadores da saúde, os médicos iriam fazer uma paralisação como alerta ao governo durante os dias 01, 02 e 03”, explicou Macêdo.
Ele informou ainda que será atendidas no HRG apenas as urgências e emergências. “Serão suspensas as cirurgias eletivas, os atendimentos laboratoriais, a nível de Estado. Nós só vamos voltar na quinta-feira com atendimento normal esperando que com a entrada do novo secretário que toma posse hoje haja abertura de um canal de comunicação melhor do que o anterior e que a gente possa por meio deste novo secretário resolver os problemas do médios e dos trabalhadores da saúde”, disse.
Diretoria do hospital
Outro problema apontado por Dr. Macêdo é falta de diálogo dos médicos com o diretor do Hospital.
“Ele conseguiu uma proeza que foi reunir todos os médicos, uma coisa que ninguém conseguiu até hoje, que é uma unanimidade entre os médiocos pela saída dos dois diretores Celso Raimundo e a diretora Cristiane Borges. Nós conseguimos 66 assinaturas de médicos reivindicando a saída dos dois e esperamos que na terça-feira possamos negociar com o Sindicato a substituição dos dois diretores de Gurupi”, disse. Em seguida acrescentou: “Eles não conseguiram nem elaborar uma escala médica para o Hospital Regional de Gurupi. Se for olhar todos os meses que ele foi diretor você verá que ele não conseguiu fechar uma escala”.
Para Macêdo, que tem sido um interlocutor da classe, o próximo diretor tem que ter um perfil de bom relacionamento com os profissionais do HRG.
“Tem que ter um bom relacionamento com seus subordinados médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, enfermeiros, psicólogos, assistente social e com o pessoal do nível médio, que são os técnicos que trabalham no hospital. Todos os setores do hospital querem a saída destes dois cidadãos”, reclama.
Atenção básica
De acordo com Dr. Macêdo há uma falha nos serviços da atenção básicas no município da região sul fazendo com que paciente que deveriam ser tratados nos respectivos municípios acabem superlotando a estrutura do HRG.
“Veja o exemplo do caso da cidade de Peixe que passa do limite do tolerável e é um absurdo num hospital de uma cidade que tem o quinto ICMS do Estado. É uma situação horrorosa porque a irresponsabilidade e a incompetência daquela prefeita passa da raia do ridículo. Não se pode ter um município como o Peixe não ter uma equipe médica e que ela deveria destinar 15% da arrecadação do município para a saúde ter qualidade. Lá não faz Raio X e nem parto. É um absurdo. Formoso do Araguaia é do mesmo jeito, Alvorada também é do mesmo jeito apesar de ter um hospital de pequeno porte do Estado”, criticou Macêdo.
Para ele a falha na atenção básica faz com que a situação se agrave e acaba provocando sofrimento aos pacientes e prejuízos ao Estado.
“Se os pacientes hipertensos e com diabetes forem acompanhados como devem ser – terão muito menos pessoas necessitando de atendimento hospitalar. Hoje o que se mais tem são pacientes com seqüelas de AVC e diabetes por falta de cuidado na atenção básica. Se a atenção básica funcionar a própria comunidade vai agradecer pela diminuição das ocorrências hospitalares por conta das complicações porque temos que trabalhar com a prevenção e não com a curativa e sai mais barato prevenir do que curar”, concluiu.







