Fechar menu
  • Home
  • Notícias
  • Cidades
  • Educação
  • Entretenimento
  • Esporte
  • Estado
  • Política
  • Negócios
  • Mais
    • Mulher e Sociedade
    • Web Stories
WhatsApp Facebook X (Twitter) Instagram
Facebook Instagram X (Twitter)
Atitude TocantinsAtitude Tocantins
domingo, 15 março
  • Home
  • Notícias
  • Cidades
  • Educação
  • Entretenimento
  • Esporte
  • Estado
  • Política
  • Negócios
  • Mais
    • Mulher e Sociedade
    • Web Stories
Atitude TocantinsAtitude Tocantins

Lar»Notícias»Meio Ambiente»Onças vivem por até 3 meses na copa das árvores durante a cheia na Amazônia
Meio Ambiente

Onças vivem por até 3 meses na copa das árvores durante a cheia na Amazônia

Giovanni Salera JúniorPor Giovanni Salera Júnior7 de junho de 2014 - 21:563 minutos de leitura
WhatsApp Facebook Twitter E-mail

Pesquisadores do Instituto Mamirauá descobriram que as onças passam até três meses sobre as árvores por conta da cheia

Durante o período da cheia dos rios amazônicos, as onças-pintadas (Panthera onca) permanecem encima das árvores durante aproximadamente três meses do ano. A afirmação vem de pesquisa realizada pelo Instituto Mamirauá, que comprovou cientificamente o comportamento considerado inédito para grandes felinos, que precisam de grandes quantidades de alimento todos os dias. Em nota, o Insituto afirmou que não há registros de que este tipo de comportamento ocorra em outras partes do mundo.


O ambiente da várzea possui características bem específicas, como a variação do nível d’ agua. Na Reserva Mamirauá, essa mudança alcança média anual de 10 metros. Sobre o comportamento observado naquela região, o pesquisador Emiliano Esterci Ramalho explica: “O comum seria que esses animais terrestres se deslocassem para áreas não inundadas. Mas Mamirauá é uma ilha, então uma onça teria que cruzar o rio Amazonas toda vez que encher, ou seja, não é a melhor ideia. A alternativa é subir muito bem em árvores.”


Onças-pintadas (Panthera onca) permanecem encima das árvores durante aproximadamente três meses do ano

Não há registros que onças-pintadas vivam na copa das árvores em outras partes do mundo. Foto: Emiliano Ramalho/Instituto Mamirauá


As onças são vistas diariamente na copa das árvores da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no Amazonas, desde a semana passada. No entanto, os pesquisadores já haviam avistado os espécimes nas árvores ainda na cheia de 2013. Um deles estava, inclusive, com seu filhote. “Seguindo a trilha do GPS de uma das nossas onças-pintadas encoleiradas achamos uma fêmea com seu filhote de seis meses vivendo numa árvore a 12km de distância do solo seco mais próximo. O filhote dormiu na nossa frente. Isso implica que as onças-pintadas fêmeas estão vivendo nas árvores e nadando diariamente para outras árvores para conseguir caçar presas”, relatou Emiliano.


Emiliano Esterci Ramalho é responsável pelo Projeto Iauaretê, desenvolvido desde 2004 pelo Instituto Mamirauá, com o objetivo de estudar a ecologia e promover a conservação da onça-pintada na várzea Amazônica. Na opinião do pesquisador, a descoberta tem implicações para a conservação da onça-pintada. “As florestas de Várzea foram esquecidas em propostas de conservação para a onça-pintada no passado. São áreas que abrigam um grande número de onças-pintadas, são áreas de reprodução da espécie. Aumentar o número de áreas protegidas na várzea pode ser crucial para a sobrevivência das onças-pintadas na Amazônia”, afirmou.


As florestas de Várzea são áreas abrigam um grande número de onças-pintadas e são áreas de reprodução da espécie

Filhote de onça-pintada flagrado sobre árvore durante cheia na Amazônia. Foto: Emiliano Ramalho/Instituto Mamirauá


Expedições científicas para turistas já estão em estudo, o que deve movimentar a ida de visitantes à região. A iniciativa é da Pousada Flutuante Uacari, em parceria com a equipe de pesquisa do Projeto Iauaretê. “É a primeira expedição científica com onças-pintadas da Amazônia”, afirmou Gustavo Pereira, gestor operacional da Pousada Uacari – projeto de turismo de base comunitária, cuja gestão é compartilhada entre o Instituto Mamirauá e comunidades locais. As expedições são parte de uma estratégia de conservação que tem o objetivo de aumentar o valor da onça-pintada para as comunidades da reserva.


O recurso das expedições será usado gerar benefícios econômicos para as comunidades locais e para apoiar a continuidade do projeto de pesquisa com onças-pintadas visando reduzir o conflito entre onças e comunidades locais.

Compartilhar. WhatsApp Facebook Twitter Pinterest Telegrama E-mail
Giovanni Salera Júnior
  • Site

Giovanni Salera Júnior é Mestre em Ciências do Ambiente e Especialista em Direito Ambiental. Atualmente é Analista Ambiental do Governo Federal.

Postagens relacionadas

Tragédia em Gurupi: Rompimento de represas em cadeia causa inundação repentina e rastro de destruição

12 de março de 2026 - 18:36

Justiça determina socorro imediato a comunidades isoladas em Sandolândia

9 de março de 2026 - 09:19

ARTIGO/OPINIÃO: MARCELLO DE LIMA LELIS/ No Tocantins, o maior desafio ambiental hoje é o fogo

4 de março de 2026 - 17:27

Governo do Tocantins determina levantamento habitacional após rompimento de barragem em Santa Rosa

3 de março de 2026 - 20:30

Governo do Tocantins monta força-tarefa para enfrentar impactos ambientais das chuvas intensas no Estado

1 de março de 2026 - 23:51

Naturatins encerra defeso da Piracema, mas mantém regras rígidas para pesca no Tocantins

28 de fevereiro de 2026 - 19:02
Facebook X (Twitter) Instagram
  • Quem Somos
  • Política de Privacidade
  • Contato
© 2026 Atitude Tocantins | Todos os direitos reservados | Desenvolvido por NETWORK F5

Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.