Fechar menu
  • Home
  • Notícias
  • Cidades
  • Educação
  • Entretenimento
  • Esporte
  • Estado
  • Política
  • Negócios
  • Mais
    • Mulher e Sociedade
    • Web Stories
WhatsApp Facebook X (Twitter) Instagram
Facebook Instagram X (Twitter)
Atitude TocantinsAtitude Tocantins
domingo, 19 abril
  • Home
  • Notícias
  • Cidades
  • Educação
  • Entretenimento
  • Esporte
  • Estado
  • Política
  • Negócios
  • Mais
    • Mulher e Sociedade
    • Web Stories
Atitude TocantinsAtitude Tocantins

Lar»Notícias»Opnião»ARTIGO/OPINIÃO: MARCELLO DE LIMA LELIS/ No Tocantins, o maior desafio ambiental hoje é o fogo
Opnião

ARTIGO/OPINIÃO: MARCELLO DE LIMA LELIS/ No Tocantins, o maior desafio ambiental hoje é o fogo

Atitude TocantinsPor Atitude Tocantins4 de março de 2026 - 17:273 minutos de leitura
WhatsApp Facebook Twitter E-mail

Por Marcelo Lelis *

O debate ambiental brasileiro costuma concentrar-se no desmatamento como principal causa de degradação dos ecossistemas e das emissões de gases de efeito estufa. No Tocantins, porém, os dados mais recentes revelam uma realidade distinta e exigem uma abordagem igualmente distinta por parte das políticas públicas.

Em 2025, o estado registrou aproximadamente 113,8 mil hectares de área desmatada, o equivalente a 0,41% do território. No mesmo período, as queimadas ilegais atingiram cerca de 1,58 milhão de hectares – 5,69% do estado. Isso significa que o fogo devastou uma área quase 14 vezes maior do que aquela afetada pelo desmatamento.

Os números consolidados pelo Centro de Inteligência Geográfica em Gestão do Meio Ambiente (CIGMA) evidenciam que, hoje, a principal forma de degradação ambiental no Tocantins não é a retirada da vegetação por corte raso, mas sua destruição recorrente por incêndios. Trata-se de um processo menos visível a curto prazo, porém profundamente danoso no médio e longo prazo, pois empobrece o solo, reduz a biodiversidade, compromete recursos hídricos e libera grandes quantidades de carbono na atmosfera.

O impacto do fogo não se limita às áreas naturais. Ele atinge diretamente a produção agropecuária, destrói pastagens, lavouras, cercas e infraestrutura, ameaça comunidades rurais e afeta as cidades com fumaça e problemas respiratórios. Rodovias, redes elétricas e até serviços essenciais podem ser comprometidos durante a temporada de incêndios. Em outras palavras, trata-se de um problema ambiental, econômico e social ao mesmo tempo.

No Cerrado, bioma predominante no Tocantins, o uso controlado do fogo faz parte de práticas tradicionais e pode ser uma ferramenta legítima de manejo quando realizado de forma técnica e autorizada. O que causa devastação é o fogo ilegal, descontrolado e recorrente, muitas vezes associado a condições climáticas extremas, acúmulo de material combustível e ausência de prevenção adequada.

Diferentemente de outros temas ambientais, o combate aos incêndios florestais não divide a sociedade. Produtores rurais, comunidades tradicionais, setor público e população urbana compartilham o mesmo interesse: evitar perdas humanas, econômicas e ambientais. O fogo não distingue propriedade pública ou privada, área produtiva ou protegida. Quando foge ao controle, ele ameaça a todos.

Por essa razão, a política ambiental do Tocantins vem se orientando cada vez mais para enfrentar aquilo que, de fato, gera maior impacto no território. Isso significa ampliar ações de prevenção, monitoramento, resposta rápida e conscientização, além de fortalecer brigadas, tecnologias de detecção e cooperação entre diferentes instituições e setores da sociedade.

Mais do que combater incêndios já instalados, o desafio está em evitar que eles ocorram ou que se tornem grandes catástrofes ambientais. Isso exige planejamento, inteligência territorial e participação social, especialmente em um cenário de mudanças climáticas que tende a tornar os períodos de seca mais intensos e prolongados.

Reconhecer o fogo como principal vetor de degradação ambiental não diminui a importância de outras agendas de proteção ambiental, mas permite direcionar esforços para onde o problema é mais grave e urgente. Trata-se de uma abordagem pragmática, baseada em evidências e orientada pela responsabilidade de proteger vidas, produção e patrimônio natural.

Os dados mostram que, no Tocantins, a maior ameaça ambiental atual não é a motosserra, mas a chama. Enfrentá-la de forma eficiente é uma tarefa coletiva e estratégica para garantir segurança, desenvolvimento sustentável e qualidade de vida para as próximas gerações.

* MARCELLO DE LIMA LELIS

Secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Tocantins

ARTIGO/OPINIÃO: MARCELLO DE LIMA LELIS Desafio ambiental Fogo
Compartilhar. WhatsApp Facebook Twitter Pinterest Telegrama E-mail
Atitude Tocantins
  • Site

Ao desenvolvermos as seções de Agronegócio, Cidades, Opinião, Social, Cultura, Educação e Esporte, Meio Ambiente e Política procuramos atender a necessidade do público em ser informado sobre os acontecimentos locais, regionais ou próximos à comunidade.

Postagens relacionadas

Farm Day Fazendão: Lideranças da Direita e Centro-Direita debatem sucessão presidencial e criticam gestão federal

18 de abril de 2026 - 14:54

Ao lado de Caiado e Laurez, Carlesse reforça palanque e projeta embate pela vaga senatorial

18 de abril de 2026 - 12:53

Cúpula do PSD se reúne em Gurupi para alinhar discursos e tentar consolidar liderança no Tocantins

17 de abril de 2026 - 17:42

Vem aí: com garanhão Inquestionável em ascensão, Monte Sião Haras sinaliza novo projeto “Amigos do Reino”

17 de abril de 2026 - 16:33

Cariri recebe selo nacional de alfabetização e se destaca entre os municípios do Tocantins

16 de abril de 2026 - 23:00

Senador Eduardo Gomes destaca força do agro no Tocantins em palestra no Farm Day e lançamento da Agrotins 2026

16 de abril de 2026 - 16:36
Facebook X (Twitter) Instagram
  • Quem Somos
  • Política de Privacidade
  • Contato
© 2026 Atitude Tocantins | Todos os direitos reservados | Desenvolvido por NETWORK F5

Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.