Da Redação
A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 3ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Gurupi, realizou na manhã desta segunda-feira (1º) uma operação para coletar provas sobre o assassinato do brigadista Sidiney de Oliveira Silva. O crime ocorreu em 15 de junho de 2024, em Formoso do Araguaia. A ação resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão contra dois agropecuaristas e um policial militar, além de uma prisão em flagrante por posse ilegal de munição.
As ordens judiciais visaram colher indícios para elucidar a autoria e a motivação do homicídio. Entre os investigados está um policial militar que já se encontra detido no 4º Batalhão da PM, em Gurupi, devido a outra investigação de homicídio. Com ele, os agentes apreenderam carregadores de arma de fogo e um aparelho celular. Durante as buscas em outros endereços, um dos suspeitos foi autuado em flagrante ao ser encontrado com munições sem registro legal.
Avanço do inquérito
A investigação foi transferida para a 3ª DHPP há cerca de 30 dias. Segundo a Polícia Civil, o período foi suficiente para identificar elementos que indicam a participação de diferentes atores no crime, divididos entre a execução, o planejamento e a intermediação do ato. Sidiney de Oliveira Silva foi morto com dois disparos pelas costas na manhã do dia 15 de junho do ano passado.
Próximas etapas
O material apreendido passará por perícia técnica para subsidiar o relatório final do inquérito. A Polícia Civil informou que as diligências continuam e que o caso segue sob sigilo para garantir a integridade das provas e a identificação de todos os envolvidos.
O envolvimento de agentes de segurança pública e figuras do setor agropecuário em investigações de crimes contra a vida em Formoso do Araguaia reforça a necessidade de uma apuração rigorosa e transparente. O avanço da DHPP na identificação de uma estrutura hierarquizada para o crime — separando executores de planejadores — é um passo essencial para enfrentar a impunidade em conflitos locais, garantindo que a responsabilização jurídica alcance não apenas quem efetuou os disparos, mas também os eventuais mandantes.








