Por Redação
Dados do Governo do Tocantins indicam que 38.562 procedimentos cirúrgicos foram realizados entre janeiro de 2024 e abril de 2026 por meio do PAGH Cirúrgico e de parcerias com municípios. A estratégia envolve repasse de recursos para a realização de cirurgias eletivas e ampliação da rede hospitalar.

Volume de procedimentos
Em 2024, foram registradas 17.475 cirurgias. No ano seguinte, 16.291. Até 29 de abril de 2026, o sistema registra 4.796 procedimentos, conforme o Sistema de Gestão de Leitos (Sigle). A média anual se mantém estável no período.
Rede em expansão
O número de unidades habilitadas para cirurgias eletivas passou de 43, em 2024, para 48 em 2025. O governo afirma que o aumento reflete investimentos na estrutura hospitalar em diferentes regiões do estado.

O governador Wanderlei Barbosa afirmou que a redução das filas de espera é um esforço contínuo. “A saúde é sempre um desafio, principalmente pelo grande fluxo de pacientes que recebemos todos os dias”, disse.
Regionalização
Os maiores volumes de cirurgias concentram-se em Palmas, Paraíso do Tocantins, Gurupi, Guaraí e Araguaína — todos com hospitais regionais. Unidades menores em Araguatins, Xambioá, Colinas, Arraias e Natividade também realizam procedimentos

O governo aponta que a regionalização reduz deslocamentos e tempo de espera para os pacientes. A operação dos mutirões conta com equipes de rouparia, nutrição, copa, manutenção, enfermagem, cirurgiões e anestesistas.
Caso concreto
Uma das atendidas pelo programa foi Dandara Alves da Silva, 3 anos, submetida a cirurgia de hérnia umbilical em 19 de abril no Hospital Geral de Palmas (HGP). “Minha filha está bem, se recuperando após a cirurgia, que foi tranquila”, relatou a mãe, Camila Alves Matos.

Demanda reprimida
Os números apresentados indicam continuidade operacional, mas não permitem aferir se a demanda reprimida por cirurgias eletivas no Tocantins está de fato diminuindo — dado que o volume anual se mantém praticamente estável entre 2024 e 2025. Sem informações sobre o ingresso de novos pacientes na fila de regulação, o saldo líquido entre demanda e atendimento segue indefinido. A manutenção do programa dependerá da capacidade do estado em sustentar o ritmo de procedimentos sem comprometer outras frentes da atenção à saúde.







