Por Wesley Silas, com informações do UOL
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira a oitava fase da Operação Overclean, que investiga o desvio de recursos públicos por meio de fraudes em contratos relacionados a emulsões de dedetização. A ação fez cumprir mandados de busca e apreensão em várias cidades, incluindo Brasília, São Paulo, Palmas e Gurupi.

Entre os investigados estão servidores públicos e empresários ligados ao Estado do Tocantins e ao Município de Goiânia. Destacam-se Éder Martins Fernandes, conhecido como Edinho Fernandes, ex-secretário executivo de Educação do Tocantins; Claudinei Aparecido Quaresemin, ex-secretário de Parcerias e Investimentos do mesmo estado; e Itallo Moreira de Almeida, ex-diretor administrativo da Secretaria Municipal de Educação de Goiânia. Além deles, o advogado Luiz França, secretário nacional do Podemos, também figura na lista de alvos, conforme informações do UOL, embora ainda não tenha havido confirmação oficial.
Segundo as investigações, os envolvidos fazem parte de uma rede que atuava para fraudar processos licitatórios e desviar recursos públicos. Um dos empresários investigados, Alex Parente, teria obtido contratos fraudulentos de dedetização no Tocantins, incluindo um contrato de aproximadamente R$ 16,9 milhões fechado com a empresa Larclean Saúde Ambiental em 2020. De acordo com as apurações, a empresa praticou superfaturamento de até 660% em relação ao valor de mercado e teria apresentado documentos falsos de serviços nunca realizados.
As investigações indicam que o empresário pagava propina a servidores públicos estaduais, incluindo o exonadário Claudinei Aparecido Quaresemin, que teria intermediado transferências de dinheiro para contas de empresas ligadas a Alex Parente. Ainda conforme os relatos, o sobrinho do ex-governador Mauro Carlesse teria atuado como intermediário na negociação de propinas.
A Operação busca desmantelar uma organização criminosa envolvida em fraudes licitatórias, desvios de recursos, corrupção e lavagem de dinheiro. A ação conta com a participação da Polícia Federal, da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal. Os mandados foram autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e os investigados podem responder por vários crimes, incluindo organização criminosa, corrupção, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro.







