da redação
A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) chama a atenção para uma das doenças respiratórias mais perigosas e que ainda é uma das principais causas de morte evitável, especialmente entre crianças e idosos. A pneumonia é uma infecção que atinge os pulmões e pode ser causada por vírus, bactérias ou fungos. A prevenção é essencial, especialmente por meio da vacinação e dos cuidados com a higiene das mãos e das vias respiratórias.
O Sistema Único de Saúde (SUS) tocantinense oferece assistência à população e no Ambulatório Pediátrico do Hospital Geral de Palmas (HGP), de janeiro a outubro de 2025, foram realizados cerca de 1062 atendimentos de pneumologia e traqueostomia em crianças.
No local são realizados atendimentos de pacientes com diagnóstico de asma, doença de refluxo gastroesofágico, pacientes com sintomas respiratórios persistentes, pneumonias graves e de repetição, tosse crônica, malformação pulmonar, tuberculose pulmonar e pacientes traqueostomizados.
A médica pediatra Karla Noleto, que atua no serviço de pneumologia pediátrica do HGP, explica que a pneumonia é uma infecção no pulmão que pode ser causada por vírus , bactérias ou fungos e que afeta principalmente crianças e idosos. “Os sintomas podem começar com febre, dor no peito, tosse e cansaço. Algumas crianças tendo critérios de gravidade como desconforto respiratório intenso, necessidade de suporte ventilatório, podem evoluir com complicações e necessitarem de abordagens cirúrgicas”.
“Para o HGP são encaminhadas também as pneumonias que necessitem de internação, podendo ficar nas enfermarias ou nos casos mais graves na UTI. Os casos são conduzidos pela equipe de pediatria, pneumologia pediátrica e cirurgia pediátrica. Após alta hospitalar as crianças são encaminhadas para o ambulatório de pneumologia pediátrica onde será feito o seguimento e acompanhamento desses pacientes”, relatou a especialista.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico da pneumonia é clínico, com realização de auscultação dos pulmões e radiografias de tórax. O tratamento, no entanto, depende dos microorganismos causadores da infecção. Nas pneumonias bacterianas é indicado o uso de antibióticos. Na maioria das vezes, a pneumonia é viral, neste caso o tratamento inclui apenas medicamentos para aliviar os sintomas como dor e febre. Já nas pneumonias fúngicas, são necessários medicamentos específicos. A internação hospitalar pode fazer-se necessária quando a pessoa tem febre alta ou apresenta alterações clínicas decorrentes da própria pneumonia, tais como: comprometimento da função dos rins e da pressão arterial e dificuldade respiratória.
Fatores de risco:
– fumo: provoca reação inflamatória que facilita a penetração de agentes infecciosos;
– álcool: interfere no sistema imunológico e na capacidade de defesa do aparelho respiratório;
– ar-condicionado: deixa o ar muito seco, facilitando a infecção por vírus e bactérias;
– resfriados mal cuidados;
– mudanças bruscas de temperatura.
Prevenção
Segundo a gerente de Imunização da SES/TO, Marli Jerônimo, a vacinação é uma das formas de prevenção da doença pneumocócica e, consequentemente, da pneumonia que pode ser causada pela evolução da infecção nos pulmões. “Atualmente, existem as versões das vacinas pneumocócicas que podem proteger contra 10, 13 e 23 sorotipos. A versão contendo 10 sorotipos está disponível gratuitamente no Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Sistema Único de Saúde-SUS. As versões 13 e 23-valente estão disponíveis gratuitamente apenas para populações especiais com deficiências de imunidade nos Centros de Imunobiológicos Especiais”.
“Embora estejamos no rumo correto, é preciso notar que atualmente as taxas de coberturas vacinais estão muito abaixo do recomendado, o que reforça o papel que todos nós temos na sociedade, garantindo que a caderneta de vacinação dos nossos filhos esteja atualizada, não só em relação à doença pneumocócica, como também contra outras doenças infectocontagiosas para as quais existem vacinas gratuitas, disponibilizadas pelo SUS,” alertou.








