A pouco mais de cinco meses para as eleições, o cenário político no Tocantins entra em uma fase de polarização acentuada, marcada tanto pelo endurecimento do discurso da oposição quanto por uma intensa judicialização em torno das pesquisas de intenção de voto.
por Wesley Silas
Recentemente, o tom crítico deu a tônica em eventos partidários. No encontro do PSD, figuras como Mauro Carlesse, o senador Irajá e o ex-vice-governador Laurez Moreira direcionaram críticas à chapa encabeçada pela senadora Professora Dorinha. Paralelamente, o campo jurídico tornou-se o novo front da disputa, com partidos questionando a validade técnica e a lisura de levantamentos estatísticos.
Suspensão e Penalidade
Nesta semana, o juiz auxiliar Roniclay Alves de Morais determinou a suspensão imediata da divulgação da pesquisa realizada pela empresa Real Time Mídia Ltda. O levantamento estava registrado sob o número TO-02299/2026 no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-TO).
A decisão judicial estabelece os seguintes pontos:
Multa: R$ 15 mil por dia em caso de descumprimento da ordem de suspensão.
Investimento: O custo declarado do levantamento foi de R$ 64 mil, segundo o sistema oficial do TRE-TO.
Questionamentos sobre a Metodologia
A representação que resultou na suspensão foi movida pelo PSDB-TO, partido do pré-candidato ao governo Vicentinho Júnior. A sigla argumenta que existem irregularidades nos dados apresentados, o que comprometeria a realidade do cenário eleitoral no estado.

Em nota, o PSDB manifestou que a proliferação de pesquisas com indícios de irregularidades visa confundir o eleitorado e não reflete a recepção da pré-campanha nas ruas. A legenda orientou os eleitores a analisarem com cautela os dados divulgados neste período, observando critérios como datas de registro, metodologias aplicadas e o contexto político das divulgações.







