Por Wesley Silas
A senadora Professora Dorinha (UB) teve a pré-candidatura ao Governo do Tocantins oficializada na noite de 15 de julho durante evento no Ginásio Pedro Quaresma, em Araguaína. O ato reuniu seis partidos e lideranças de diferentes regiões do Estado, consolidando a aliança autodenominada “União pelo Tocantins”.
As falas do palanque
O prefeito de Araguaína, Wagner Rodrigues, formalizou o apoio e declarou: “Daqui para frente, ela não é só senadora, e sim a nossa pré-candidata a governadora”. O gesto tem peso estratégico: Araguaína é o segundo maior colégio eleitoral do Tocantins.
O governador Wanderlei Barbosa adotou tom de mobilização e afirmou: “Daqui pra frente é pé na estrada e olho no olho pra ter Dorinha governadora”. A declaração sinaliza a transferência do capital político do atual governo para a candidatura da senadora.
O senador Eduardo Gomes convocou aliados ao corpo a corpo: “Vamos ganhar esse Estado de amigo a amigo em prol de Dorinha”.
O deputado federal Carlos Gaguim aproveitou o evento para lançar sua pré-candidatura ao Senado e declarou: “Não acredito em pesquisa de marketing. Acredito na pesquisa do trabalho”.
Os sinais do palanque
A escolha de Araguaína como palco do lançamento não é casual. O movimento do grupo visa interiorizar a campanha e dar a Wagner Rodrigues o protagonismo de fiador da aliança no norte do Estado. A presença simultânea de Wanderlei, Eduardo Gomes, Gaguim, Ronaldo Dimas e Eli Borges no mesmo palanque projeta unidade, mas escancara um desafio: são três pré-candidatos ao Senado na mesma chapa.
Dorinha, até aqui senadora de perfil técnico e municipalista, inicia agora a travessia para o discurso de palanque. O arco de apoio reunido em Araguaína é amplo — do governador aos prefeitos do interior —, mas a solidez da aliança será testada nas convenções, quando os nomes para a chapa proporcional começarem a ser definidos. A acomodação de três postulantes ao Senado no mesmo bloco é o primeiro nó que o grupo precisará desatar. Quanto maior o arco, maior a tensão que ele suporta — até o ponto em que se rompe.









