Por Redação Portal Atitude
O policial civil Ronaldo Pereira Rocha, lotado na delegacia de Gurupi, é apontado como o autor do disparo de arma de fogo que resultou na morte do jovem Luciano, em crime ocorrido no último domingo (19), na Praia de Porto Franco do Araguaia. O agente se apresentou horas após o homicídio na Central de Flagrantes de Guaraí, onde entregou a arma utilizada no ocorrido.
Imagens mostram fuga de suspeito e tentativa de contenção por banhistas
Vídeos gravados por testemunhas no local registraram os momentos imediatamente posteriores ao disparo. As imagens mostram a tentativa de banhistas em bloquear a saída do veículo conduzido pelo policial civil para impedir a sua evasão da praia. Apesar do cerco promovido pelos populares, o motorista manobrou o automóvel e deixou o local do crime.
Após a fuga da praia, Ronaldo Pereira Rocha deslocou-se até o município de Guaraí, onde se apresentou à autoridade policial de plantão. A Secretaria de Segurança Pública do Estado do Tocantins instaurou os procedimentos cabíveis para apurar as circunstâncias do homicídio.
Sindicato alega agressão e sustenta tese de legítima defesa
Em nota pública emitida pela assessoria jurídica, assinada pelo advogado Antonio Ianowich Filho (OAB/TO 2643), o Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Tocantins (Sinpol-TO) manifestou-se sobre a ocorrência envolvendo o servidor.
A entidade sindical afirma que a apuração do processo demonstrará que a conduta do policial se configurou como legítima defesa. De acordo com a nota, o agente agiu para preservar a própria vida e integridade física ao ser agredido por um grupo de pessoas no local. A defesa destaca ainda o histórico funcional do policial civil, sem anotações desabonadoras, e reforça que a apresentação espontânea à polícia comprova a disposição do servidor em colaborar com as investigações no âmbito do devido processo legal.
Investigação rigorosa
O episódio em Porto Franco do Araguaia expõe a complexidade das relações entre agentes de segurança pública e a sociedade civil em momentos de folga e lazer. O desfecho trágico reacende o debate sobre o uso da força, a responsabilidade do porte de arma institucional fora do horário de serviço e o cumprimento dos ritos processuais de apuração. Garantir uma investigação rigorosa, imparcial e transparente é fundamental tanto para a preservação das garantias constitucionais do acusado quanto para a prestação de contas à sociedade e à família da vítima.







