Entre janeiro e maio de 2026, o Tocantins formalizou a abertura de 16.664 novas empresas, volume 7,37% superior ao registrado no mesmo período de 2025 (15.520 registros). O desempenho é atribuído pelo Governo do Tocantins às políticas de digitalização e simplificação de processos, que visam descentralizar o desenvolvimento econômico e atrair investimentos para todas as regiões do estado.

Desburocratização e atração de investimentos
A estratégia da gestão estadual foca na modernização da Junta Comercial (Jucetins) e na integração de sistemas via plataforma Simplifica Tocantins. Essas medidas reduziram o tempo médio de abertura de empresas para 2 horas e 38 minutos, posicionando o estado como um ambiente célere para novos negócios. Segundo o governo, a agilidade processual, somada a investimentos em infraestrutura e incentivos fiscais, é o principal vetor para atrair capital e fortalecer a economia regional.

Concentração setorial e dados ativos
O setor de comércio liderou as formalizações nos primeiros cinco meses do ano, com 6.443 novos registros. Na sequência, destacam-se as atividades administrativas e serviços complementares (3.077), atividades profissionais e científicas (2.884), e o segmento de transporte e logística (2.768). A indústria de transformação contabilizou 2.577 novas unidades. Atualmente, o Tocantins possui um total de 242.897 empresas ativas em seu território.

O resultado consolidado em 2026 é o melhor para o intervalo de janeiro a maio nos últimos cinco anos. Em 2022, o estado registrou 11.570 aberturas; em 2023, foram 11.798; e em 2024, o volume chegou a 11.886 registros. O governador Wanderlei Barbosa reforça que a desburocratização é uma ferramenta de inclusão econômica, permitindo que o crescimento alcance municípios fora do eixo principal de desenvolvimento.

Descentralização e impacto social
A política de desburocratização implementada pelo Governo do Tocantins é eficaz para reduzir barreiras de entrada no mercado formal. Ao facilitar o registro, o estado estimula a descentralização econômica, essencial para reduzir desigualdades regionais. Contudo, o sucesso dessa estratégia a longo prazo depende de que a facilitação administrativa seja acompanhada por políticas de crédito e suporte técnico, garantindo que os novos empreendimentos gerem emprego e renda de forma sustentável para a população tocantinense.









