Fechar menu
  • Home
  • Notícias
  • Cidades
  • Educação
  • Entretenimento
  • Esporte
  • Estado
  • Política
  • Negócios
  • Mais
    • Mulher e Sociedade
    • Web Stories
WhatsApp Facebook X (Twitter) Instagram
Facebook Instagram X (Twitter)
Atitude TocantinsAtitude Tocantins
sexta-feira, 24 abril
  • Home
  • Notícias
  • Cidades
  • Educação
  • Entretenimento
  • Esporte
  • Estado
  • Política
  • Negócios
  • Mais
    • Mulher e Sociedade
    • Web Stories
Atitude TocantinsAtitude Tocantins

Lar»Notícias»Anotações sobre o filme “O melhor professor da minha vida”
Notícias

Anotações sobre o filme “O melhor professor da minha vida”

Atitude TocantinsPor Atitude Tocantins19 de outubro de 2017 - 11:433 minutos de leitura
WhatsApp Facebook Twitter E-mail

“A narrativa do filme procura mostrar o problema da educação, que é estrutural, mas exatamente a partir da perspectiva de que o professor pode ser o cara responsável por toda possibilidade de transformação da escola; é como se todo o problema da educação estivesse de fato no professor e não na estrutura construída e mantida para reproduzir as desigualdades sociais”. João Nunes da Silva


João Nunes da Silva

Doutor em comunicação e cultura contemporâneas, Mestre em Sociologia e professor da UFT Campus de Miracema-TO.Trabalha com projetos em cinema e educação.


Geralmente filmes sobre educação apresentam aquela receita básica segundo a qual depreende-se que o problema da educação está no professor que não encontrou ainda a metodologia certa para lidar com a educação e com os alunos.

Se fizermos um checklist dos filmes relacionados à educação, até hoje, dificilmente veremos algum que mostre uma perspectiva crítica sobre a educação a partir da estrutura da sociedade estabelecida pela classe hegemônica; talvez o documentário francês Entre le mures(Direção de Laurent Cantet (2009)- Entre os muros da escola – na versão portuguesa, se aproxime dessa possibilidade. Acho que é o mais convincente nesse nessa perspectiva.

Recentemente tive a oportunidade de assistir mais um desses filmes, no caso: O melhor professor da minha vida (Direção de Olivier Ayache-Vidal, lançado em no corrente ano.

A narrativa do filme procura mostrar o problema da educação, que é estrutural, mas exatamente a partir da perspectiva de que o professor pode ser o cara responsável por toda possibilidade de transformação da escola; é como se todo o problema da educação estivesse de fato no professor e não na estrutura construída e mantida para reproduzir as desigualdades sociais.

“O melhor professor da minha vida Favorece uma leitura sociológica”, João Nunes.

O melhor professor da minha vida apresenta claramente uma sociedade dividida em classes na qual a escola privada é a melhor, enquanto que a pública carece de tudo, inclusive de professores com incapacidade para lidar com uma turma multicultural e indisciplina cujos alunos estão na escola pra tudo, menos para estudar.

O professor escolhido para ser “o cara”    que vai “transformar tudo” é exatamente um que veio de uma escola privada e que traz consigo todo um receituário para a educação pública no subúrbio de París.

Trata-se de François Foucault, de 40m anos, renomado professor de língua francesa, de um Liceu perto do Pantheón de París. Ele aceita o desafio e vai trabalhar pelo menos por um ano no subúrbio da capital européia conhecida pela Treliça Torre Eiffel; e como era de esperar, lá enfrenta todas as dificuldades possíveis para realizar o seu trabalho; todavia, consegue de alguma forma “controlar” os alunos, coisa que a maioria dos professores da escola não consegue.

Tirando esse receituário que já se tornou lugar comum em filmes sobre educação, o filme aponta pontos importantes para refletir sobre o problema da educação.

O melhor professor da minha vida Favorece uma leitura sociológica e chama a atenção para refletir sobre os diversos problemas da educação no mundo sob a ótica da sociedade capitalista na qual o papel da escola é exclusivamente para preparar máquinas para a manutenção do sistema conforme as regras estabelecidas pelo mercado.

Por fim, podemos afirmar a partir desse filme que a educação formal, de forma geral, continua a serviço da desigualdade; não favorece a crítica e a reflexão e prepara uma massa dócil para atender as exigências do mercado sob a tutela da classe dirigente que se perpetua no poder enquanto mantém a maioria na servidão.

Filme João Nunes da Silva O melhor professor da minha vida
Compartilhar. WhatsApp Facebook Twitter Pinterest Telegrama E-mail
Atitude Tocantins
  • Site

Ao desenvolvermos as seções de Agronegócio, Cidades, Opinião, Social, Cultura, Educação e Esporte, Meio Ambiente e Política procuramos atender a necessidade do público em ser informado sobre os acontecimentos locais, regionais ou próximos à comunidade.

Postagens relacionadas

Recuperação judicial no agro cresce e reflete cenário de maior pressão sobre produtores

24 de abril de 2026 - 08:46

Em visita a Gurupi, Luxemburgo traça rotas para viabilizar candidatura ao Senado

23 de abril de 2026 - 19:23

Eleições 2026: Dorinha Seabra avança no Bico do Papagaio com pauta de infraestrutura e educação

23 de abril de 2026 - 15:47

Estratégia e qualificação: Com apoio do Sebrae, Peixe prepara setor turístico para a Temporada de Praia e busca sustentabilidade econômica

23 de abril de 2026 - 10:12

Cidade da Polícia Civil em Gurupi: Projeto quer otimizar Segurança Pública com sede no antigo Fórum da cidade

22 de abril de 2026 - 19:20

Governo do Tocantins promove recepção à Folia do Divino no Palácio Araguaia, em Palmas

22 de abril de 2026 - 19:03
Facebook X (Twitter) Instagram
  • Quem Somos
  • Política de Privacidade
  • Contato
© 2026 Atitude Tocantins | Todos os direitos reservados | Desenvolvido por NETWORK F5

Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.