da redação
O consumidor brasileiro poderá ter, no futuro, uma nova opção na hora de abastecer o veículo. Duas propostas em discussão no Congresso Nacional defendem a comercialização de gasolina com pouco etanol ou até mesmo sem a presença do biocombustível. A discussão ganha força justamente enquanto a gasolina comum e a aditivada estão sendo comercializadas temporariamente com 32% de etanol, a chamada E32. Uma das propostas, em análise no Senado, prevê a oferta de gasolina pura e da mistura E10, sem retirar do mercado a gasolina convencional.
Outra proposta tramita na Câmara dos Deputados e prevê a oferta obrigatória de gasolina sem etanol, especialmente para atender veículos que não foram projetados para trabalhar com concentrações elevadas do biocombustível. Especialistas destacam que uma gasolina com menor quantidade de etanol pode proporcionar maior autonomia por litro, mas isso não significa necessariamente menor gasto, já que a gasolina pura tende a ter custo maior. Além disso, uma eventual mudança exigiria novas regras de distribuição, armazenamento e venda. Por enquanto, as propostas ainda estão em discussão e não há decisão para que a gasolina pura passe a ser vendida nos postos.






