da redação
Os ataques contra jornalistas e veículos de comunicação cresceram durante a reta final do primeiro turno das eleições de 2026. Um levantamento da Coalizão em Defesa do Jornalismo (CDJor) identificou 14.182 ocorrências de ataques nas redes sociais X e Instagram entre 16 de agosto e 4 de outubro. Nos oito dias que antecederam a votação, a média chegou a 327 ataques por dia, alta de aproximadamente 74% em relação ao início da campanha. Ao todo, cerca de 3,7 milhões de publicações e comentários foram analisados.
O estudo também apontou que mulheres jornalistas estiveram entre os principais alvos: elas receberam 2.013 dos 3.106 ataques direcionados a profissionais identificados individualmente ao longo do período, o equivalente a 64,8%. As agressões incluíram ofensas misóginas, insultos pessoais e tentativas de desacreditar reportagens e pesquisas eleitorais.
A disputa presidencial concentrou quase 80% dos ataques relacionados diretamente ao contexto eleitoral. O monitoramento foi realizado em parceria com o Laboratório de Internet e Ciência de Dados da Universidade Federal do Espírito Santo (Labic/Ufes), com análise de conteúdos publicados nas duas plataformas.






