Por Wesley Silas
No domingo, 15 de fevereiro de 2026, cerca de 100 moradores se reuniram para discutir o retorno da balsa que fazia a travessia do Rio Perdido, na divisa entre os municípios de Rio Sono e Centenário.
Participaram do encontro o vereador de Rio Sono, José da Natividade Carvalho Reis (Juca da Mansinha); os vereadores de Centenário, Sebastião Araújo Coelho (Doutor), Erlei dos Santos Santana, Joana Darc Coelho Costa e Maria de Nazaré Alves Pugas (Bia); a prefeita de Rio Sono, Valdeia Martins; e o senhor Antônio Nasário de Castro, um dos pioneiros da região e ex-presidente da Câmara Municipal de Lizarda, que atuou no processo de emancipação política de Rio Sono.
Conforme relato de moradores repassado ao Portal Atitude, a prefeita Valdeia Martins (confira o oficio abaixo) informou que já encaminhou ofício à Agência Tocantinense de Transportes e Obras (AGETO) solicitando a retomada do serviço de balsa no Rio Perdido e a contratação de três servidores para atuar na operação.
Emenda parlamentar
Ela também comunicou que a Prefeitura de Rio Sono já recebeu uma emenda parlamentar de quase R$ 500 mil, de autoria do deputado estadual Ricardo Ayres, destinada à melhoria das estradas principais e dos ramais da região do Três Pedras, incluindo o acesso ao ponto de travessia da balsa.
A balsa no local foi instalada em 1996 e retirada em 2000 para reforma, sem posteriormente retornar à atividade. Desde então, os municípios de Rio Sono, Centenário e Recursolândia enfrentam dificuldades de integração viária entre si.
Atualmente, moradores de Centenário e Recursolândia que precisam se deslocar para Palmas percorrem um trajeto mais longo, passando por Santa Maria, Bom Jesus, Pedro Afonso e Guaraí, até acessar a BR-153, seguindo por Miranorte, Miracema e Lajeado até a capital. Com a reativação da balsa, a estimativa é de redução de cerca de 300 quilômetros no percurso, além de menor necessidade de uso da BR-153 (Belém–Brasília).
Os moradores de Rio Sono que se dirigem a Centenário e Recursolândia também precisam fazer um trajeto extenso, passando por Rio Sono, Pedro Afonso, Bom Jesus e Santa Maria. Segundo relatos apresentados na reunião, aproximadamente 150 famílias da região arriscam travessias de canoa, transportando motos, bicicletas, farinha e outros produtos, em razão da ausência do serviço de balsa no Rio Perdido.










