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Lar»Notícias»Brasil»Decisão do STF sobre casamento depois dos 70 anos reforça atenção ao regime de bens
Brasil

Decisão do STF sobre casamento depois dos 70 anos reforça atenção ao regime de bens

Atitude TocantinsPor Atitude Tocantins13 de julho de 2026 - 11:283 minutos de leitura
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Manifestação expressa permite afastar a separação obrigatória, mas escolha exige orientação patrimonial e familiar

Da Redação

A formação de novos relacionamentos na maturidade tem levado muitas famílias a discutir casamento, união estável e patrimônio com mais naturalidade. Em um país que registrou 948.925 casamentos civis em 2024, segundo o IBGE, a vida afetiva após os 70 anos também ganha espaço no debate jurídico, especialmente quando envolve bens construídos ao longo da vida, filhos de relações anteriores, herança e proteção patrimonial.

A discussão ganhou novo contorno depois que o Supremo Tribunal Federal decidiu, em 2024, que pessoas com mais de 70 anos podem afastar a separação obrigatória de bens em casamentos e uniões estáveis, desde que manifestem essa vontade de forma expressa, por escritura pública. A decisão ampliou a autonomia desse público, mas não elimina a necessidade de planejamento antes de formalizar a relação.

Segundo o advogado e presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Patrimonial e Sucessório, Alex Coimbra, a mudança deve ser compreendida como liberdade acompanhada de responsabilidade. “A decisão do STF trouxe mais autonomia para pessoas acima de 70 anos, mas a escolha do regime de bens precisa ser feita com orientação. É necessário avaliar o patrimônio já existente, os direitos do companheiro ou companheira e a proteção dos herdeiros”, explica.

O cuidado é ainda maior quando a pessoa já possui imóveis, empresas, investimentos, propriedades rurais ou filhos de outros relacionamentos. Sem uma definição clara, dúvidas sobre partilha, administração dos bens e direitos sucessórios podem surgir no futuro, muitas vezes em momentos delicados para o casal e para a família.

Instrumentos como pacto antenupcial, escritura pública de união estável, escolha do regime de bens e planejamento patrimonial ajudam a registrar a vontade das partes e reduzir espaço para disputas. Esses documentos não precisam ser vistos como sinal de desconfiança, mas como uma forma de dar segurança ao casal e transparência aos familiares.

“Falar sobre esses temas antes de formalizar uma relação ajuda a preservar vínculos e evitar conflitos. Quando as regras estão claras, o casal vive a relação com mais segurança e a família compreende melhor quais são os direitos e responsabilidades envolvidos”, afirma o advogado.

Em um país que também registrou 428,3 mil divórcios em 2024, planejar não retira o afeto da relação, apenas oferece mais proteção às escolhas feitas por quem decidiu recomeçar.
A proteção do patrimônio, o seu planejamento e a sucessão, seja no cenário nacional ou por meio de estruturas internacionais, são elementos centrais quando se fala em preservar a história e o legado de uma família.

casamento depois dos 70 anos
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