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Cultura

Diva Guimarães e a luta cotidiana contra o racismo

Atitude TocantinsPor Atitude Tocantins3 de agosto de 2017 - 00:534 minutos de leitura
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“Dona Diva mostrou em seu discurso como o racismo institucionalizado e dissimulado se tornou realidade na sociedade brasileira e contou com uma narrativa construída pela elite escravizadora que tornou comum o racismo, o preconceito e a discriminação no cotidiano e se mantém ainda em nossos dias.” João Nunes da Silva


João Nunes da Silva

Doutor em comunicação e cultura contemporâneas, Mestre em Sociologia e professor da UFT.Trabalha com projetos em cinema e educação


Dona Diva Guimarães é uma mulher de 77 anos do interior do Paraná, neta de escravos, que traz na pele as marcas da escravidão, além da força e da resistência.

Ela emocionou milhares de brasileiros ao discursar na 15ª edição da Feira Literária Internacional de Parati – FLIP sobre preconceito e a importância da educação como uma das principais formas de resistência às injustiças sociais. Confira o vídeo:

O seu depoimento denuncia o preconceito e o racismo que continuam até hoje e por meio de uma política de higienização branca que é reforçada de forma velada e contínua no Brasil.

Todos os momentos do depoimento de Dona Diva é emocionante e esclarecedor; não por acaso sua participação no último dia da FLIP “roubou a cena” e levou palestrantes e participantes do evento às lágrimas e viralizou nas redes sociais.

Dona Diva mostrou em seu discurso como o racismo institucionalizado e dissimulado se tornou realidade na sociedade brasileira e contou com uma narrativa construída pela elite escravizadora que tornou comum o racismo, o preconceito e a discriminação no cotidiano e se mantém ainda em nossos dias.

A neta de escravos lembra como a igreja católica, através das chamadas missões, costumava levar as crianças negras para serem escravizadas em nome da educação.

Dona Diva lembra com lágrimas nos olhos de uma estória que as freiras contavam de que os negros eram preguiçosos e sujos, e por isso que não conseguiram banhar no rio de forma a limpar todo o seu corpo, e por isso que apenas a palma das mãos e a sola dos pés dos negros ficaram brancos.

João Nunes da Silva. Doutor em comunicação e cultura contemporâneas Professor da UFT- Campus – Arraias

Essa é apenas uma das formas de racismo que se tornou ato contínuo e contribuiu para criar todo um imaginário negativo contra o povo negro; sem dúvida, uma das principais formas de legitimação da dominação levada a cabo pelas elites que tomaram de assalto o país. Narrativas e estórias absurdas como essas constituíram formas centrais de desqualificar o negro e justificar a escravidão e as injustiças sociais.

A resistente Diva Guimarães destaca que a principal forma que o pobre, especialmente o negro, tem para resistir às dificuldades impostas pelo sistema escravizador é a educação; para ela, a saída é ler, estudar muito pra conseguir driblar a situação. “ se o branco é 100%, o negro tem de ser 1000 %” afirma dona Diva, que também é professora aposentada.

É fato que a educação formal desde o princípio foi criada pela elite como uma das formas centrais de reprodução do sistema que impôs a seu favor, de modo a manter uma estrutura social desigual e injusta, tendo a educação a serviço de sua perpetuação; isso toda pessoa que tem o mínimo de senso crítico sabe.

Há de convir que sem estudar não é possível conhecer mais e melhor o mundo a nossa volta e buscar meios para driblar o sistema e superar as dificuldades.

Não foi por acaso que dona Diva encontrou forças para enfrentar as dificuldades da vida, especialmente a chaga do racismo.

As lições do depoimento de Dona Diva são muitas e mostram a todos, especialmente o povo simples, o pobre em geral, a urgente necessidade que se tem de abrir os olhos para o país que vivemos e para as injustiças que continuam sendo praticadas contra o povo negro, especialmente.

“Não foi por acaso que dona Diva encontrou forças para enfrentar as dificuldades da vida, especialmente a chaga do racismo”

Não por acaso que a educação pública é tão perseguida pelas elites governantes que precisam de uma formação apenas para preparar corpos e mentes a serviço da manutenção das desigualdades sociais.

Quanto mais manter um povo ignorante, melhor para a manutenção de um sistema de dominação.

Sem conhecimento crítico não há como enfrentar os mecanismo de dominação que estão presentes em nossa sociedade; é exatamente em razão da ignorância da maioria que estamos vivendo no país todo um processo de desmonte do Estado para manter uma casta política, jurídica e econômica no poder.

Dona Diva é a voz da resistência e da persistência; é a voz que não quer e que  não deve calar nunca. É a voz de todos os silenciados que vivem sob o jugo da dominação.

Diva Guimarães Racismo
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