Preocupado com a variação climática que está afetando a produção da safra de grãos no Tocantins, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (FAET) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Tocantins (SENAR/TO), Paulo Carneiro, enviou nesta terça-feira (15/03), documento ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), solicitando da ministra Kátia Abreu que sejam feitas gestões, junto às Instituições Financeiras, para a criação, ou adaptações, de linhas de crédito específicas para atender aos produtores rurais afetados por estas questões no Estado, bem como outras medidas do Governo Federal que venham a beneficiar o homem do campo, a exemplo da liberação dos recursos do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural, da ordem de R$ 400 milhões, que teve seu cronograma publicado no Diário Oficial da União do último dia 04 do corrente mês.
No documento, Paulo Carneiro justifica a solicitação apresentando dados de que a produção do setor agrícola do Tocantins tem sido afetada, de forma bastante significativa, com as variações climáticas, que provocou grandes perdas na safra de 2014/2015 em produtos essenciais para o equilíbrio da balança comercial, a exemplo da soja e do arroz.

“Infelizmente, mesmo permanecendo sendo o 5º maior produtor de grãos da Região Norte do Brasil, e estando ainda em período de colheita da primeira safra, o 6º levantamento de estimativa de produção de grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado no último dia 10 deste mês, aponta uma queda da produção em 15%, o anterior previa 10%”, explica o presidente. Paulo Carneiro reafirma “a certeza de que a ministra Kátia Abreu permanecerá, como sempre faz, contribuindo para o fortalecimento do agronegócio e ajudando a proporcionar melhores oportunidades e condições de trabalho para os produtores rurais.
Queda na safra – O motivo da perda ocorrida esse ano foi devido à escassez de chuvas, principalmente no mês de fevereiro, e, de acordo com a estimativa da Conab, a produção de grãos será de 3,58 milhões toneladas (t), 15% a menos que a safra 2014/2015, que foi de 4,22 milhões. A área plantada também teve redução de 3,2%, saindo de 1, 24 milhões de hectares (ha) para 1,2 milhões. E se forem confirmadas as previsões agrometeorológicas, que é de chuva abaixo do normal climatológico para os próximos três meses, se torna preocupante tanto para o fechamento da colheita de soja, quanto para a produção do milho safrinha.







