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Gurupi, cidade construída a várias mãos bem no coração do Brasil

Atitude TocantinsPor Atitude Tocantins26 de março de 2018 - 11:134 minutos de leitura
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“Foi assim que ele conseguiu trazer energia elétrica tocada a motor, o primeiro posto  de saúde do Estado para cidade, o Cespe, funcionava ali onde hoje é a secretaria de Saúde do município. Ele oficializava pessoalmente ao governo de Goiás na época, recebeu de Bernardo Sayão as edificações da escola que leva o nome do engenheiro”, Jonas Barros ao comentar a participação de Padre Geraldo Torres na história de Gurupi.

por Jonas Barros


Muitos nomes importantes fazem parte da história de Gurupi vindos de diversas regiões do país.

Geraldo Torres, mineiro, religioso, determinado e apaixonado por essa cidade era uma destas pessoas que, infelizmente, hoje em dia é pouco lembrada, principalmente pelos mais novos.

Essa falta de arquivo da nossa história deixa a  gente órfão. Os mais jovens, sempre os menos informados sobre as dificuldades enfrentadas no começo de nossa cidade, quase nada sabem sobre estas pessoas e da alegria e dificuldades que tiveram por participar dessa história.

Geraldo Torres, o pároco de Santo Antônio, sem dúvidas foi um dos personagens que exerceu papel de destaque na história de Gurupi, cidade construída a várias mãos no coração do Brasil, formada por gente de todas as regiões do nosso país, uma cidade aberta e fácil convívio, e que com o tempo recebeu o título de “Capital da Amizade”.

“Na década de 70, o padre Geraldo ficou um ano em Roma, quando retornou reassumiu o seu cargo de pároco de Santo Antônio”, Jonas Barros.

Geraldo era de uma determinação única, e o relacionamento com as autoridades da cidade fazia com que  uma simples sugestão sua logo se tornasse uma decisão. Foi assim que ele conseguiu trazer energia elétrica tocada a motor, o primeiro posto  de saúde do Estado para cidade, o Cespe, funcionava ali onde hoje é a secretaria de Saúde do município. Ele oficializava pessoalmente ao governo de Goiás na época, recebeu de Bernardo Sayão as edificações da escola que leva o nome do engenheiro.

E lá no início dos anos 60, para escolher o nome do padroeiro da cidade a comunidade se dividia entre Santo Antônio e São João, Geraldo teve a grande ideia de convocar um plebiscito com a participação ativa da comunidade, quem recebesse o maior número de votos seria o padroeiro. E assim aconteceu. Executou as edificações do templo de Santo Antônio ali na praça com a participação da comunidade envolvendo a todos. O festejo era um evento forte, arrecadava dinheiro com os leilões e doações e assim construiu a igreja, a casa Paroquial e muito mais.

” Se ele tivesse seguido os passos da carreira teria morrido no mínimo como um cardeal pela sua dedicação à religião”.

Diversas vezes o bispo da diocese de Porto Nacional convidou Geraldo para uma graduação maior no clero, mas, quando percebia que teria de deixar e a sua paróquia recusava imediatamente. Se ele tivesse seguido os passos da carreira teria morrido no mínimo como um cardeal pela sua dedicação à religião.

Na década de 70, o padre Geraldo ficou um ano em Roma, quando retornou reassumiu o seu cargo de pároco de Santo Antônio eliminando qualquer possibilidade de promoção. Imediatamente assumiu a função de professor de escola pública na matéria de moral e civismo.

Geraldo subiu apenas um degrau na estrutura católica, foi de padre a monsenhor devido o seu apego e amor pela paroquia chamada Gurupi, digo Santo Antônio.

O bispo Dom Romualdo da Diocese de Porto Nacional contrariou a comunidade gurupiense por não permitir o sepultamento do Monsenhor Geraldo Torres no altar da paróquia. Geraldo foi sepultado no jardim de inverno da igreja.

Jonas Barros é advogado em Gurupi.

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