Por Wesley Silas
Em entrevista ao programa de José Manoel, na Rádio Nova FM de Gurupi, o vice-governador Laurez Moreira avaliou seu período como governador interino, ressaltou medidas de contenção de gastos e defendeu suas prioridades administrativas. A conversa ocorreu dias depois da divulgação de estudos da Secretaria da Saúde (SES) e da Secretaria do Planejamento (SEPLAN) na gestão do governador Wanderlei Barbosa que indicaram conflitos nos números — uma discrepância na suposta dívidas na saúde apontados no governo interino, de 54% inferior ao montante de R$ 688 milhões divulgado por Laurez — usados para fundamentar o decreto de emergência na saúde, parte dele relativa a dívidas roladas desde 2015.
Laurez afirmou ter guiado a gestão temporária com base na Constituição, na responsabilidade fiscal e no interesse público. Segundo ele, atuou com foco em planejamento estratégico e redução de despesas para ajustar o orçamento estadual.
Cortes e prioridades
O ex-governador interino citou medidas adotadas para reduzir custos, entre elas o cancelamento do aluguel de uma aeronave executiva e a redução da frota e do custeio da máquina pública — que, segundo ele, recuou de 32% para 27% do orçamento. A suspensão da venda de 23% das ações do Estado na Energisa foi justificada como proteção de um ativo estratégico para o médio e longo prazo.
Educação e quadro funcional
Na área educacional, Laurez destacou a implementação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) e a prorrogação de concurso público, medidas que, segundo ele, visam valorizar servidores e dar estabilidade à rede estadual.
Saúde e dívida pública
Sobre a saúde, Laurez relatou ter feito diagnóstico das unidades, renegociado prazos e buscado apoio federal para manter atendimentos. “Nós encontramos um cenário complexo, com demandas acumuladas e dificuldades operacionais. Mas renegociamos dívidas e prazos para que pudéssemos manter os atendimentos à população”, relatou.
Segundo ele, apesar do curto período à frente do Governo, foi possível realizar um diagnóstico detalhado da situação, deixar encaminhamentos e buscar apoio junto ao Governo Federal. “Não houve tempo para reorganizar tudo, mas deixamos um planejamento estruturado e fomos a Brasília em busca de recursos para enfrentar essa realidade”, explicou.
Os estudos recentes da SES e da SEPLAN, na gestão do governador Wanderlei, porém, trouxeram números divergentes dos apresentados pela gestão interina — diferença de 54% inferior ao montante de R$ 688 milhões divulgado por Laurez — valores que integraram a base técnica do decreto de emergência, que considera dívidas acumuladas e roladas desde 2015, conforme divulgado pelo Portal Atitude.
Obras e infraestrutura
Ele afirmou ter retomado obras paralisadas e cobrado rigor técnico na execução de projetos, citando intervenções em escolas e hospitais e investimentos em rodovias e aeroportos para fortalecer a integração regional e o turismo.
Avaliação final
Laurez concluiu defendendo que o Tocantins tem potencial econômico e que o avanço depende de organização, planejamento e responsabilidade na gestão pública. “Quero que o povo tenha certeza de que existe alguém profundamente preocupado com o futuro do Tocantins, que dorme tarde e acorda cedo para cuidar de cada centavo do dinheiro público”, concluiu.







