Os reflexos das tragédias ocorridas em Mariana (MG) e agora no município de Brumadinho (MG) acendeu novamente a luz amarela do risco de ruptura das barragens do Calumbi I, Calumbi II e Taboca que estão na lista de barragens com estrutura comprometidas, conforme relatório da Agência Nacional de Águas (ANA), divulgado em 2017.
por Wesley Silas
A situação da falta de manutenção das barragens Calumbi I, Calumbi II e Taboca foi divulgado pela Agência Nacional de Águas (ANA), em um relatório que apontou vulnerabilidade em 45 estruturas repercutida em uma matéria veiculada em novembro de 2018 no jornal Folha de São Paulo. Em 2015 o deputado Paulo Mourão (PT) chegou a pedir um estudo sobre o complexo de represas do Taboca 0, I e II, Calumbi I e II, que foram implantadas há 38 anos no governo de Ary Valadão, quando a região fazia parte do norte goiano.
“A barragem que rompeu em Mariana tinha 68 milhões de metros cúbicos, o complexo de represas do Rio Formoso tem 268 milhões de metros cúbicos”, alertou o deputado.

Agora com a tragédia em Brumadinho (MG) a preocupação com as barragens em Formoso do Araguaia voltou a ser lembrada pelos moradores. Nas redes sociais, o Leiderlan Dias Gama citou a divulgação da ANA e o alerta do deputado Paulo Mourão.
“Estava eu aqui pensando no que ocorreu em Brumadinho/MG, e resolvi fazer um pesquisa sobre barragens com risco de rompimento, descobri que em Formoso do Araguaia, apresenta 3 barragens em virtude do projeto rio formoso, e que as três estão na lista do último relatório da Agencia Nacional das Águas COM RISCO DE RUPTURA”, alertou o morador.
Coincidentemente, no dia 17 de janeiro de 2019, o juiz Wellington Magalhães, da 1ª Escrivaninha Cível de Cristalândia, determinou a realização de uma perícia técnica ao longo da bacia do Rio Formoso para verificar a existência de barramentos ou elevatórias em desconformidade com a legislação ambiental. O Instituto de Atenção às Cidades, da Universidade Federal do Tocantins (IAC/UFT) realizará o estudo.
“Ressalto que a presente nomeação se justifica tanto pela necessidade da produção da prova pericial, quanto pela excelência e notoriedade do trabalho desenvolvido pelo IAC/UFT no âmbito das questões ambientais, notadamente daquelas afetas ao uso dos recursos hídricos nas bacias do Tocantins”, pontuou Magalhães.
A bacia do Rio Formoso, integrada também pelos rios Dueré, Urubu e Xavante, desde 2016 tem sido monitorada no âmbito do Projeto de Gestão de Alto Nível dos Recursos Hídricos, tendo em vista o avanço do agronegócio na região sudoeste do Tocantins, onde se localiza um dos maiores projetos de lavoura subirrigada do Brasil. Além do arroz, a região também se destaca pela produção de feijão, melancia e semente de soja que atende a nove outros estados brasileiros. (Com informações da Folha de São Paulo).









