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Multiplicar a vida

Atitude TocantinsPor Atitude Tocantins11 de março de 2016 - 21:444 minutos de leitura
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Ricardo Gondim

Centuplico a paixão de viver. As cores do fim do dia me fascinam. Tudo me assombra: os gênios me intrigam, as poetisas me seduzem, os santos me constrangem, os quem têm fome de justiça me desafiam, os solidários me estimulam.

A cada dia a vida se torna mais formosa. Me vejo preso a ela – na verdade, viciado. Os sabores aguçam meu apetite, os silêncios me atraem, os mistérios me desestabilizam, os horizontes me instigam. Trago o milagre de tudo para perto dos olhos e fico sem reação; meio estrábico, procuro contemplar o inefável. A minha caminhada rumo ao transcendental é sem fim.

Saboreio tempo, coisas e pessoas. Debulhar a existência me é avassalador e delicioso ao mesmo tempo.

Comovido, persigo essa aventura chamada viver. Os altruístas me humilham, os sábios me convocam ao saber, os artistas me animam rumo ao belo. Me quedo diante da fertilidade criativa de autores, poetas e escultores. Nós, humanos, permanecemos fonte inesgotável de criatividade: as bibliotecas, um dia, não caberão com tantos livros, e o Louvre carecerá de mais anexos.

"Ah se pudesse, viveria por mais de um século. Testemunharia novos inventos, assistiria aos feitos extraordinários da ciência".
“Ah se pudesse, viveria por mais de um século. Testemunharia novos inventos, assistiria aos feitos extraordinários da ciência”.

Ah se pudesse, viveria por mais de um século. Testemunharia novos inventos, assistiria aos feitos extraordinários da ciência. Conseguimos, apesar de nós mesmos, desdobrar o futuro. O porvir, semeado hoje pode vir a ser no que sonharam os profetas. Amo a vida por notar que o previsível não é inexorável.

A maturidade me ensinou que os espertos e os poderosos, por mais que tentem, não conseguirão regular as engrenagens do dia a dia. O insólito também faz parte de nossa estrada. Não há como fugir do perigo de existir, mesmo que o sofrimento humano tenha se universalizado. Contudo, não me resigno. Se sofro angústias não minhas, procuro ser companheiro de quem ainda não desistiu. A vocação divina de fazer com que justiça e paz deem a mão continua de pé. Se claudico também insisto em convocar braços, pés e boca a se colocarem a serviço de um outro mundo possível.

Até mesmo as contradições da vida me deslumbram. Sou, igualmente, paradoxal. Impetuoso, salto como corça. Acossado, me entoco como lebre. Ameaçado, rujo como leão. Despreocupado, bailo como colibri. Quando poetizo, verto lágrimas até orvalhar o papel. Se me visto de idealista, sou tentado a desistir no meio das decepções. Igual à vida, permaneço mistério para mim mesmo.

Colei-me ao ofício venturoso de seguir adiante. Sei que me restam poucos dias. Devo escapar da armadilha da mesmice. Reconheço minhas dificuldades. Guardo ressentimentos velhos. Sou introvertido; muitas vezes, melancólico. Busco estancar essas hemorragias emocionais; elas roubam a alegria. Quero liberdade de desdenhar as conveniências mais caras. Recuso colocar a consciência no balcão das liquidações. Anseio conversar mais com os porões por onde perambulam meus desejos. Preciso entender melhor as pulsões de vida e morte que habitam o inconsciente.

Preciso me colocar perto do que é simples e engasgar de alegria no instante mágico em que a porta da igreja se abre e a noiva vai ao encontro do amado; cheirar o café quentinho de manhã ouvir a menina cantar, mesmo desafinada; ler a carta do presidiário com atenção; entender as razões do adolescente. Viver consiste em manter-se sensível.

Perco a pressa. Desisto de somar onipotências. Abro mão da perfeição. Degusto os poucos anos que me restam ao lado de quem me quer bem. Como é bom não ter que se provar a todo instante. Renasço para descobrir que a vida só acontece, infinitamente, na graça.

Soli Deo Gloria


Ricardo Gondim é escritor e teólogo,  presidente  da Convenção Betesda Brasil. E-mail:  ricardogondin2@gmail.com

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