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Lar»Educação»Cultura»O documentário Massacre no estádio – a história de Victor Jara
Cultura

O documentário Massacre no estádio – a história de Victor Jara

Atitude TocantinsPor Atitude Tocantins19 de janeiro de 2019 - 18:044 minutos de leitura
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“Dirigido por Bent-Jorgen Perlmutt, com 64 minutos, disponível na Netflix, Massacre no estádio além de priorizar a história do cantor Victor Jara permite ao espectador conhecer os bastidores da Ditadura Pinochet, o processo de deposição do governo popular Allende, o bombardeio ao Palácio Lamoneda, as perseguições aos militantes de esquerda, as prisões, torturas, assassinatos e desaparecimentos, dentre outros acontecimentos ignorados pela imprensa tradicional”, João Nunes da Silva.


por João Nunes da Silva

Doutor em comunicação e cultura contemporâneas, Mestre em Sociologia e professor da UFT. Trabalha como projeto em cinema e educação


Imagine um funcionário de uma universidade que sai todos os dias para trabalhar, assim como fazem os demais; antes cumprimenta a esposa e afaga os filhos. Tudo isso seria uma simples rotina se não fosse um dia que ficou marcado na história como a tragédia que abateu o cantor popular do Chile Victor Jara e todos os perseguidos políticos. Assim foi o início da ditadura militar chilena, liderada pelo General Augusto Pinochet em 1973.

Num dia que poderia ser um dia comum Victor Jara, que além de cantor era também professor na Universidade, foi levado para o Estádio local, de onde foi torturado e barbaramente assassinado pelo exercito de Pinochet. Foi o dia do golpe que derrubou o governo socialista Salvador Allende, eleito pela vontade da maioria dos chilenos.

Victor Jara foi vitima da mais cruel brutalidade do regime Pinochet; antes de ser assassinado teve suas mãos amputadas; a violência praticada pelos seus algozes foi uma forma cruel de demonstração de ódio pelo que representava o cantor popular; foi, portanto, uma das piores formas de puni-lo, pois sabiam que ele tocava violão e sua música sensibilizava multidões contra o regime ditatorial; seu corpo foi encontrado num matagal com marcas de 44 tiros; sua história o tornou símbolo de luta e resistência contra as barbaridades praticadas pela ditadura instalada no Chile.

A história de Victor Jara e dos principais acontecimentos decorridos com o regime cruel de Pinochet constam primorosamente no documentário Massacre no Estadio- a história de Victor Jara.

Dirigido por Bent-Jorgen Perlmutt, com 64 minutos, disponível na Netflix, Massacre no estádio além de priorizar a história do cantor Victor Jara permite ao espectador conhecer os bastidores da Ditadura Pinochet, o processo de deposição do governo popular Allende, o bombardeio ao Palácio Lamoneda, as perseguições aos militantes de esquerda, as prisões, torturas, assassinatos e desaparecimentos, dentre outros acontecimentos ignorados pela imprensa tradicional.

O filme destaca ainda o importante papel da Comissão da Justiça, responsável pelo importante trabalho realizado para identificar os responsáveis pela morte de Victor Jara e de outros militantes políticos presos, torturados, assassinados e desaparecidos pela ditadura Pinochet a qual foi amplamente apoiada pelos Estados Unidos.

Devido ao empenho da Comissão da verdade chilena, e da viúva e filhos  de Victor Jara, foram identificados os responsáveis por tamanha crueldade contra este cantor que se tornou símbolo de resistência à ditadura chilena. Após 44 anos de luta, somente em julho de 2018 é que foram presos nove militares identificados como responsáveis pela morte de Victor Jara; mas, o principal responsável ainda continua livre e vive hoje nos Estados Unidos.

João Nunes da Silva é doutor em comunicação e cultura contemporâneas, Mestre em Sociologia e professor da UFT.

Naturalizado americano, o ex-militar chileno Pedro Barrientos, em 2016, foi considerado culpado pelo Tribunal de Orlando-EUA por torturar e assassinar Victor Jara; embora não tenha sido preso, (o que deve acontecer somente quando for extraditado) o júri determinou que o ex-militar deve pagar 28 milhões de dólares à família da vítima. O governo chileno também foi condenado a pagar 2,1 milhões de dólares em indenização às famílias das vítimas.

Ao tratar da história de Victor Jara, o documentário expõe ao público a tragédia do golpe militar chileno ocorrido em 1973 e suas conseqüências para o seu povo, especialmente os pobres, e para todos os que lutaram, e que ainda lutam, por um mundo mais justo, e, por isso, são perseguidos e massacrados.

 A história de Victor Jara, destacada na obra Massacre no estádio, é também a história de todos os que foram perseguidos por lutarem por um mundo melhor, não só no Chile, mas, também,  nos diversos países, como foi no Brasil com a Ditadura instalada em 1964, cujo presidente eleito recentemente, tem como ícone um dos maiores torturadores da nossa história e que, assim como os demais, ficou impune.

O filme também escancara a hipocrisia das elites que se mantém no poder enquanto exploram impiedosamente a maioria da população e tudo em nome de Deus, da Pátria e da família, enquanto ignoram os Direitos humanos, como: a liberdade, a vida, a diversidade e as formas de pensar diferentes, dentre outros direitos destacados na Declaração dos Direitos Humanos.

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