A Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) confirmou dois casos de sarampo no município de Campos Lindos, localizado a 299 km de Palmas, após análises laboratoriais realizadas pelo Laboratório de Saúde Pública do Estado (LACEN-TO). Os casos, registrados no dia 21 de julho, são uma criança de quatro anos e uma profissional de saúde de 29 anos, ambas não vacinadas. O diagnóstico final ainda aguarda confirmação pelo laboratório da Fiocruz, no Rio de Janeiro.
Por Wesley Silas
A SES-TO tomou medidas imediatas de contenção assim que os casos suspeitos foram notificados, no dia 18 de julho. Quatro profissionais de vigilância foram enviados para o município para implementar estratégias de isolamento e vacinação. Em 21 de julho, mais quatro especialistas e quatro representantes do Ministério da Saúde foram deslocados para reforçar as ações.

Os casos no Tocantins elevam para sete o número de registros de sarampo no Brasil em 2025, com ocorrências anteriores no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. A doença é altamente contagiosa e pode ser transmitida por via aérea ao tossir, espirrar ou até mesmo respirar próximo a uma pessoa infectada. Ela apresenta sintomas como febre alta, manchas na pele, tosse e conjuntivite, podendo levar a complicações graves.
A vacinação é a principal medida preventiva contra o sarampo. O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente as vacinas tríplice e tetraviral para pessoas de 12 meses a 59 anos. Em áreas com surto, a imunização é recomendada a partir dos seis meses de idade. A cobertura vacinal no Tocantins em 2024 foi de 93% para a primeira dose e 80% para a segunda, ficando abaixo da meta de 95%.
Além da vacinação, recomenda-se que indivíduos infectados evitem contato social por pelo menos quatro dias após o surgimento dos sintomas, para reduzir o risco de transmissão, especialmente para grupos vulneráveis, como crianças e gestantes. Medidas de higiene, como lavar as mãos frequentemente e cobrir a boca ao tossir, são fortemente aconselhadas.
A SES-TO reforça que, apesar da inexistência de um tratamento específico para o sarampo, o atendimento médico é fundamental para alívio dos sintomas. Em caso de suspeita, é recomendado buscar orientação em uma unidade de saúde.







