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“SEM SOLIDARIEDADE NÃO HÁ CIVILIZAÇÃO”, João Nunes

Atitude TocantinsPor Atitude Tocantins30 de agosto de 2015 - 19:044 minutos de leitura
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João Nunes da Silva *

O ex-presidente uruguaio José Pepe Mujica esteve na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, na última quinta-feira, 27. Na oportunidade Mujica falou para um público de mais de cinco mil pessoas, segundo os organizadores do evento, sobre democracia, desigualdade social, drogas, valores entre outros assuntos.

Durante grande parte de sua palestra foi enfatizada a questão dos valores na sociedade. Questiona a onda consumista, o individualismo, a pobreza e desigualdade social. Destaca a necessidade de viver uma vida digna, que não está na submissão aos valores impostos pelo mercado. Este não deixa de ter sua importância, mas não deve está acima do ser humano.

A vida pautada pelos interesses mesquinhos não corresponde às necessidades do ser humano, como: de paz, justiça, solidariedade, respeito e igualdade. É preciso que pensemos no modo como estamos construindo esse mundo; sim, porque cada um de nós é responsável pelo nosso destino e pelo tipo de humanidade que construímos.

Ex-presidente uruguaio José Pepe Mujica durante encontro  na Universidade Estadual do Rio de Janeiro. (Foto: Reprodução)
Ex-presidente uruguaio José Pepe Mujica durante encontro na Universidade Estadual do Rio de Janeiro. (Foto: Reprodução)

Se a nossa vida é guiada pela ganância, pelo lucro a todo custo e pelo poder, evidentemente que não teremos um mundo feliz, e muito menos seremos, tendo em vista que, inevitavelmente, poucos se beneficiam dessa armadilha. Será que é isso mesmo que queremos para nós, para nossos filhos e para as futuras gerações?

Sem dúvida, todo ser humano deseja ser feliz; e acredito piamente que vivemos nesse mundo como passageiros; e por isso que merecemos a felicidade. Mas não podemos ter a ilusão de que a teremos como algo estável, eterno, como uma plenitude de glamour; muito menos se levarmos em conta a nossa conduta individualista, irresponsável e predadora, conforme a que temos desde que se inventou a civilização.

Pois é, somos predadores sim e a prova está na destruição que causamos diariamente ao nosso planeta; a devastação ambiental é uma realidade; mas temos ainda o preconceito, a ignorância, a intolerância e a maldade latente.

O nosso modo de vida, como humanos, ainda não aprendeu o básico, que é saber conviver com o outro, com o diferente. Qualquer opinião que desagrada o outro, logo o seu emissor é tido como suspeito, como inimigo que precisa ser destruído para que não seja mais um empecilho aos planos mais mesquinhos e individualistas.

 É, a intolerância e o ódio se tornaram lugares comuns. Acha que estou exagerando? Então pense, reflita sobre seu estilo de vida, seus gostos e valores, suas idéias e sua forma de se relacionar com as pessoas e com o mundo.

Você acha que a pobreza, os linchamentos, os crimes de ódio, a homofobia, o desrespeito, a violência, a ambição, as guerras, entre outros problemas similares são absolutamente naturais?

Você já parou para pensar que os grandes crimes e guerras já provocados, em sua maioria, foram feitos em nome de Deus, da justiça, da ordem, da moral e da ética? O que está errado então?

Como é possível ser feliz quando vemos no outro uma ameaça, ou mesmo quando ignoramos a ponto de limitar a vida dos outros, dos grupos e coletividades? A necessidade demonstrada de que é preciso ser melhor e sempre melhor que o outro, torna a vida num campo de disputas infindas. A ilusão da padronização induz o ser humano a discriminação, as práticas racistas e a intolerância.

Por enquanto esse é o tipo de democracia que ainda estamos vivendo; a democracia em que poucos vivem com muito e muitos apenas sobrevivem.

Podemos ser melhores sim, quando priorizarmos a vida e não o lucro pelo lucro, o poder pelo poder.

"Como é possível ser feliz quando vemos no outro uma ameaça, ou mesmo quando ignoramos a ponto de limitar a vida dos outros, dos grupos e coletividades?", João Nunes
“Como é possível ser feliz quando vemos no outro uma ameaça, ou mesmo quando ignoramos a ponto de limitar a vida dos outros, dos grupos e coletividades?”, João Nunes

Podemos ter um mundo melhor, com empresas onde se prioriza a humanidade e onde os trabalhadores sejam tratados com dignidade e não como meros objetos; quando a hierarquia seja vista apenas uma mera formalidade, uma divisão de tarefas a serviço do bem comum e quando escolhermos representantes políticos com a consciência de que devem ser vistos naturalmente como funcionários a serviço da coletividade.

Mas tudo isso exige uma mudança de postura; exige a capacidade de criar uma nova cultura pautada em valores verdadeiros, os quais não se encontram no mercado e no consumismo.


 

* João Nunes da Silva 

Doutor em Comunicação e cultura contemporâneas, mestre em Sociologia e professor da UFT- Campus de Arraias.

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