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Tempos difíceis

Atitude TocantinsPor Atitude Tocantins19 de maio de 2017 - 16:585 minutos de leitura
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“Com as instituições desacreditadas se abrem terreno para qualquer aventureiro; basta falar contra a corrupção, em nome de Deus, da pátria e da família, e se vestir de mendigo para tirar algumas fotos e posar para a mídia, que o caminho está aberto para a aventura política”. João Nunes da Silva


João Nunes da Silva

Doutor em comunicação e cultura contemporâneas, Mestre em Sociologia e professor da UFT Campus de Arraias. Trabalha como projeto em cinema e educação

Estamos vivendo tempos difíceis, duros e aterrorizantes. Há uma onda de ódio que tem sido alimentada cotidianamente pelos meios de comunicação de massa, especialmente pela chamada imprensa tradicional.

A intolerância tem se tornado a regra de modo que basta alguém pensar diferente que já é visto como um criminoso em potencial e um perigo para a sociedade.

“Com as instituições desacreditadas se abrem terreno para qualquer aventureiro”, João Nunes

Uma coisa que sempre tem me chamado a atenção é que muita gente que fala em Deus e que enche as redes sociais de palavras bonitas, de orações,  de cantos e de louvores, na prática defendem o ódio, a perseguição e a morte (ou coisa do tipo) daqueles que consideram seus inimigos.

Se você tem alguma dúvida disso é só correr os olhos pelos feeds daqueles que despejam ódio que logo verá o quanto devotos se mostram em suas páginas nas redes sociais.

A situação tem ficado de um jeito que o que se projeta sobre o outro de tudo o que não presta, de algo perigoso e tudo mais, passa a ser o motivo central para ações absurdas, incluindo linchamentos, xingamentos, agressões físicas e tentativas de assassinatos.

O país se polarizou e o crescimento do ódio tem se mostrado cada vez mais.  O judiciário se tornou uma esfera política e o parlamento virou uma casa de maldades. Nesse mundo em que as instituições são usadas para atender interesses particulares a confiança se tornou peça de museu.

Eu me pergunto quem em sã consciência acha que o que está acontecendo no Brasil é correto; somente aqueles que se beneficiam com as tais reformas; e não são os trabalhadores.

As reformas que estão sendo colocadas em prática configuram um desmonte do Estado de tal modo que praticamente estamos voltando ao século XIX; todos os direitos trabalhistas conseguidos a duras penas estão sendo tolhidos.

Sim, os direitos dos trabalhadores estão sendo jogados no ralo, mas o que chama a atenção é o cinismo dos políticos que defendem tanta barbaridade a ponto de aumentarem seus privilégios enquanto tiram os direitos daqueles que já vivem em dificuldades em função da concentração de riquezas.

As reformas em andamento claramente se mostram elitistas, excludentes e cínicas. Com as tais reformas, especialmente a trabalhista e a da previdência, a conseqüência direta será o aumento da pobreza e da miséria de grande parte da população brasileira.

A realidade ora apresentada evidencia uma perseguição orquestrada a toda forma de pensamento à esquerda; a perseguição ao ex-presidente Lula não se trata apenas do Lula, mas do que ele representa.

Um trabalhador, pobre, que se tornou Presidente duas vezes e um dos maiores líderes da história mundial, é perseguido pelo seu simbolismo. Um homem do povo que mostrou que todos são iguais.

As elites deixam claro que não aceitam tamanha ousadia; é apenas uma demonstração de que as elites retrógradas do país não estão em nenhum momento preocupadas com o país, mas sim com seus privilégios.

Se as elites brasileiras amassem de fato nosso país não se tornariam os primeiros entregadores de nossas riquezas e não falariam tão mal da nossa terra. Pelo contrário, zelariam pelo seu povo e pelas nossas riquezas.

Vê-se claramente o desmonte de tudo o que foi construído a duras penas; mas a perseguição implacável aos movimentos sociais, a seletividade do judiciário e da mídia tradicional colocaram o Brasil em convulsão, de modo que incitaram o ódio e o rancor.

Com as instituições desacreditadas se abrem terreno para qualquer aventureiro; basta falar contra a corrupção, em nome de Deus, da pátria e da família, e se vestir de mendigo para tirar algumas fotos e posar para a mídia, que o caminho está aberto para a aventura política.

O Fascismo é uma visão totalitária de mundo que persegue tudo o que não se apresenta conforme os padrões estabelecidos e conforme os seus interesses. Após a segunda guerra mundial o fascismo tomou conta da Itália. Eles adoram falar em Deus, gritar contra a corrupção e posar na foto com a família. Na prática tudo é uma grande farsa. Hoje vivemos no Brasil essa farsa.

A prática fascista acima de tudo é cínica, pois quem mais fala contra a corrupção tem o “teto de vidro”.

Há um grande perigo para a sociedade quando se apresentam situações concretas de descrédito institucional tendo em vista que os ignorantes naturalmente anseiam por alguém que possua algum poder milagroso resolva a situação de vez; tola ilusão. Mas é a porta aberta para o Fascismo.

É o discurso da moralidade que se faz presente e que mais engana os incautos. É nesse terreno que o fascismo se alimenta.

Num país em que poucos lêem e que acreditam que seus problemas serão resolvidos por Deus ou pela sorte esse é um terreno forte para aventureiros e para idéias totalitárias como o fascismo.

Democracia João Nunes Tempos difíceis
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