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Uma experiência no chão do Mimoso

Atitude TocantinsPor Atitude Tocantins13 de junho de 2017 - 22:184 minutos de leitura
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“Quanto à energia, essa só é possível em alguns momentos na área da Feira local; quando tem eventos, como o que participamos a noite, é levado um gerador de energia que permite a realização das atividades por algumas horas. Além disso, falta posto médico, ambulância, serviço telefônico, dentre outras necessidades”. João Nunes da Silva.


João Nunes da Silva

Doutor em comunicação e cultura contemporâneas, Mestre em Sociologia e professor da UFT Campus de Arraias. Trabalha como projeto em cinema e educação


Nos dias 9 e 10 de junho tive a oportunidade de conhecer o Quilombo Kalunga – Mimoso, que fica no Município de Arraias há cerca de 120 quilômetros da cidade. Fui a convite da professora Magda, coordenadora do projeto de extensão Conscientização, Política e Cidadania, do curso de Pedagogia- Campus da UFT de Arraias.

Esse projeto consiste em atividades como palestras e oficinas sobre temas diversos como: combate a violência contra a mulher, saúde da mulher, sexualidade, doenças sexualmente transmissíveis, cidadania, entre outros.

 As oficinas foram realizadas pelos estudantes de Pedagogia conforme a faixa etária. Foram formados grupos de alunos do quilombo os quais aprenderam a trabalhar com material reciclável e a fazer brinquedos. Já os adolescentes foram reunidos para partilhar suas experiências e expectativas.

“No dia que fomos para o Mimoso pudemos perceber o quão difícil é a realidade das pessoas que moram nesse Quilombo”, João Nunes.

As atividades do projeto em geral são realizadas na Escola Municipal Fazenda Mimoso e, também, numa área comunitária onde acontece a Feira; mas existe nesse Quilombo pelo menos três escolas. Os alunos que moram mais distantes vão à escola de ônibus escolares fornecidos pela prefeitura; para a Escola Fazenda Mimoso os alunos viajam pelo menos 40 quilômetros.

Todas as atividades do projeto em geral acontecem nas duas salas de aulas existentes e na área livre ao redor da escola onde ficam frondosas mangueiras, que favorece bastante o trabalho das oficinas.

“Tive a oportunidade de acompanhar as várias atividades realizadas nesses dois dias” João Nunes.

O projeto atende uma média de 120 alunos do Mimoso, além da comunidade em geral. Tive a oportunidade de acompanhar as várias atividades realizadas nesses dois dias. Na oportunidade realizei filmagens e entrevistas para a produção de um documentário sobre o projeto Conscientização, Política e Cidadania que acontece no Mimoso.

À noite fomos para a área da feira onde são realizadas atividades diversas, principalmente eventos específicos como festas, quadrilhas, palestras, assembléias da comunidade, entre outros. Nesse dia houve festa junina, com quadrilhas e danças, além do lançamento do livro Educação e cultura, o olhar e o sentir no chão do Mimoso, organizado pela professora Magda Suely. Esse livro trata do projeto realizado na comunidade quilombola.

No dia seguinte, sábado, as atividades foram voltadas para a troca de experiência; nessa oportunidade os estudantes e professores que coordenaram os trabalhos no dia anterior agora fizeram parte de uma roda de conversa para a partilha de experiência.

“A comunidade do Mimoso não possui energia elétrica e na escola falta material e estrutura adequada para atender as diversas necessidades educacionais”, João Nunes.

Os professores e a coordenadora da Escola Fazenda Mimoso falaram do trabalho que realizam e das dificuldades que enfrentam no cotidiano da escola.

A comunidade do Mimoso não possui energia elétrica e na escola falta material e estrutura adequada para atender as diversas necessidades educacionais.

Professores e coordenadora da escola agradeceram pelo projeto realizado e esperam que as atividades possam ser feitas durante pelo menos uma semana na Comunidade Mimoso, até para que todos percebam mais de perto as dificuldades enfrentadas na escola por parte de professores e alunos e da população local.

No dia que fomos para o Mimoso pudemos perceber o quão difícil é a realidade das pessoas que moram nesse Quilombo; o ônibus que fomos furou dois pneus, pois a estrada é toda de terra e apresenta várias irregularidades que dificultam bastante o trafego dos veículos.

Essa realidade é enfrentada diariamente pelos moradores do Mimoso; geralmente os transportes escolares não conseguem fazer o trajeto até as escolas.

Quanto à energia, essa só é possível em alguns momentos na área da Feira local; quando tem eventos, como o que participamos a noite, é levado um gerador de energia que permite a realização das atividades por algumas horas. Além disso, falta posto médico, ambulância, serviço telefônico, dentre outras necessidades.

Diante da realidade que pude conhecer, percebe-se o quanto é importante a realização de projetos dessa natureza envolvendo Universidade e comunidades isoladas como a que conhecemos.

Parabéns a todos os envolvidos nesse projeto.

João Nunes da Silva Mimoso Quilombo Kalunga
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