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Lar»Política»“O governo Wanderlei era uma fábrica de crise para o Tocantins”, afirma secretário de Planejamento, Ronaldo Dimas
Política

“O governo Wanderlei era uma fábrica de crise para o Tocantins”, afirma secretário de Planejamento, Ronaldo Dimas

Atitude TocantinsPor Atitude Tocantins4 de novembro de 2025 - 09:494 minutos de leitura
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Por Redação

Segundo Dimas, nota divulgada à imprensa em nome do diretório estadual do Republicanos no Tocantins é a demonstração da total ineficiência e do absoluto descontrole das contas públicas do governo Wanderlei Barbosa. Isso porque ex-gestores de pastas importantes como da Saúde e da Administração demonstraram que sequer tinham conhecimento do tamanho do rombo que o próprio governo Wanderlei criou para o Estado. Uma dívida que somada supera R$ 1 bilhão.

“Que governo foi esse que não sabia quanto devia? Que contratava sem orçamento e sem lastro financeiro? Que não tinha qualquer controle sobre a execução dos serviços contratados?”, questionou o secretário de Planejamento e Orçamento do Estado, Ronaldo Dimas.

O próprio rombo de R$ 580 milhões na Secretaria da Saúde do Estado desmascara uma gestão que gastava o recurso público de maneira descontrolada, enquanto entregava à população um péssimo serviço de saúde.
Para se ter uma ideia, as despesas correntes na saúde dobraram no governo Wanderlei, passando de R$ 871.990.844,00 em 2021 para R$ 1.634.887.749,00 na projeção para 2025. Enquanto isso, o número de internações no mesmo período cresceu 21%. Um absoluto descompasso se comparado o crescimento do custo da saúde com o aumento da demanda atendida, que evidencia a incompetência da gestão, o descontrole de gastos e a falta de zelo com o dinheiro público.

Se o gasto crescia, a dívida seguia o mesmo caminho. Técnicos do Planejamento revelam que no governo Wanderlei, a saúde fechava as contas do ano devendo dois ou três meses de orçamento. “Assumimos a gestão da saúde com prestadores de serviço que estavam há mais de seis meses sem receber, num absoluto descontrole dos gastos da saúde. Dívidas que vinham se acumulando de ano a ano e criou-se uma bola de neve que estava levando a saúde do Tocantins à falência”, explicou o secretário da Saúde, Vânio Rodrigues de Souza.

As contas do Servir são outra mostra do total descontrole de gastos do governo Wanderlei. Mensalmente, o governo precisa repassar cerca de R$ 35 milhões a mais do que é estabelecido como contribuição patronal, um rombo que chega a quase R$ 420 milhões por ano.

“O governo Wanderlei foi uma fábrica de crise para o Tocantins. Basta ver o quanto se gastou com a saúde e o péssimo serviço que era prestado para a população. Aí vem a pergunta: para onde foi esse dinheiro?”, questionou Ronaldo Dimas.

Com o apoio da Controladoria do Estado e a cooperação do Tribunal de Contas, Ministério Público e Defensoria Pública, será realizada uma profunda auditoria nas contas da Saúde para identificar a razão de tamanha discrepância.

A reposta pode estar nos vários escândalos de corrupção que estão sob investigação pela Polícia Federal. O mais emblemático é o escândalo das cestas básicas envolvendo o então governador Wanderlei Barbosa, seus filhos e sua esposa Karine Sotero que, segundo a Polícia Federal, teria desviado cerca de R$ 78 milhões de recursos destinados a compra de cestas básicas que deveriam atender pessoas que passavam fome durante a pandemia e que levou ao afastamento de Wanderlei do Governo.

As suspeitas contra Wanderlei e seus familiares aumentam quando o inquérito da Polícia Federal mostrou maços de dinheiro vivo apreendidos na casa do próprio governador, pagamentos milionários feitos da conta do então governador para a obra de uma pousada em Taquaruçu, a aquisição de bens de luxo e propriedades que estão sob investigação no caso.

O mais recente escândalo envolvendo o governo Wanderlei ocorreu na semana passada, com a prisão do ex-secretário executivo da Educação, Edinho Fernandes, suspeito de participar de um esquema que teria desviado mais de R$ 1,4 bilhão da Educação do Estado por meio de emendas parlamentares. Edinho fazia parte do governo desde 2022 e era braço direito de Wanderlei na Educação do Estado.

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