Por Redação
Durante debate com os três postulantes a presidente da OAB-TO (Ordem dos Advogados do Brasil no Tocantins), os candidatos de oposição Ester Nogueira e Leonardo Maciel pediram para que o presidente-candidato à reeleição, Gedeon Pitaluga Júnior, “proteja a advocacia e se afaste do cargo enquanto se defende das graves acusações que pesam contra ele”. Para eles, ao se manter no cargo, Gedeon tira a imparcialidade da OAB na questão e ainda deixa a instituição muito fragilizada perante a sociedade e os demais administradores da Justiça.
“Estamos presenciando uma crise moral na advocacia. Tenho certeza que, na minha gestão, vamos alavancar a moral da nossa Ordem. Quando se fala dos processos do presidente, há um desvio de assunto, colocando em destaque as obras, que são boas, mas não trazem a nossa dignidade. Temos desembargador envolvido na mesma denúncia afastado, enquanto o nosso presidente não se afastou da entidade, continua presidente, desviando assunto, para se blindar da justiça. É isso que estamos esperando, que o senhor não use, Dr. Gedeon, a OAB como seu escudo”, frisou Ester Nogueira, em um dos momentos de embates do confronto de ideias.
Realizado na noite desta quarta-feira, 10 de novembro, pela Faculdade Católica Dom Orione, parte do debate expôs situação de Gedeon.
Aos veículos de comunicação, Ester Nogueira citou que no final de outubro, Gedeon foi denunciado criminalmente pela PGR (Procuradoria Geral da República), instância máxima do MPF (Ministério Público Federal), sob a acusação de corrupção e lavagem de dinheiro em processo no STJ (Superior Tribunal de Justiça) que apura possível venda de sentença por parte do seu compadre desembargador afastado Ronaldo Eurípedes. “Ele também é, desde junho deste ano, condenado por estelionato na Justiça Federal do Tocantins sob acusação de participar de esquema de fabricação de falso herdeiro para subtrair fortuna de idosa falecida”, disse Ester.
No debate, os adversários de Gedeon lembraram que o Judiciário afastou Eurípides, preservando a instituição, enquanto o mandatário da OAB usa a entidade para se proteger e ainda se lançou à reeleição.
Conforme Ester, toda “essa situação moral do presidente, faz com que a OAB-TO não tenha força suficiente para buscar soluções para os problemas” que prejudicam os advogados e advogadas no dia-a-dia. “Violações de prerrogativas acontecem todo dia e a toda hora. Estamos vivendo uma crise institucional, não há diálogo com outros poderes. Precisamos ter dignidade, respeito. Estamos distantes de decisões que afetam diretamente a nossa vida”, lembrou a candidata.
A eleição da OAB-TO ocorre na terça-feira, 16 de novembro.
Veja o debate na íntegra aqui:








