Da Redação
O prefeito de Paranã, Fábio da Farmácia, registrou uma ocorrência policial na 99ª Delegacia de Polícia nesta quinta-feira (7), após um incidente na fazenda de seu pai, na zona rural do município, ocorrido na tarde de quarta-feira (6). O gestor alega ter sido agredido fisicamente por um acompanhante da vereadora Rosânia, que teria ingressado na propriedade privada sob a justificativa de fiscalizar a suposta presença de maquinário público no local. Nenhuma irregularidade foi constatada pela Polícia Militar.
Dinâmica do incidente
De acordo com o depoimento prestado às autoridades, a vereadora Rosânia, acompanhada de dois homens, identificados como Cleuton e Pedro, compareceu à fazenda sob o argumento de que sua prerrogativa parlamentar permitiria o acesso ao local sem autorização do proprietário. O prefeito estava no imóvel acompanhado da esposa e do filho de três anos.
Após a parlamentar realizar uma vistoria na sede e não encontrar veículos ou equipamentos da prefeitura, houve um questionamento por parte de Fábio sobre a autoridade para a entrada no recinto. Segundo o relato, o acompanhante da vereadora, Cleuton, teria avançado com o veículo contra o prefeito, resultando em um confronto físico.
Confira o vídeo:
Atuação da Polícia Militar e lesões
A Polícia Militar foi acionada pelo prefeito e compareceu ao local para mediar o conflito. Os agentes realizaram uma nova inspeção na propriedade rural em conjunto com a vereadora, confirmando novamente a inexistência de máquinas públicas ou qualquer outra irregularidade administrativa.
O boletim de ocorrência detalha que o prefeito apresenta lesões nos cotovelos, nas costas e no punho direito. Fábio informou que já possui um processo judicial anterior contra o agressor por calúnia e difamação, e declarou sentir-se ameaçado. O gestor manifestou o desejo de representar criminalmente contra os envolvidos por ameaça, violação de domicílio e lesão corporal dolosa.
Histórico de litígios
A defesa do prefeito ressaltou que a ação parlamentar ocorreu de forma truculenta e sem indícios materiais que justificassem a diligência em propriedade privada de terceiros. A parlamentar, por sua vez, teria afirmado aos policiais que desconhecia o histórico de processos judiciais entre seu acompanhante e o chefe do Executivo municipal.
Acirramento das tensões políticas
O episódio em Paranã expõe o acirramento das tensões políticas locais e a fragilidade das fronteiras entre o dever de fiscalização do Legislativo e o respeito às garantias individuais e ao devido processo legal. A utilização de prerrogativas parlamentares para o ingresso em propriedades privadas sem mandado judicial ou evidências concretas, somada ao registro de violência física, desloca o debate administrativo para a esfera criminal. O caso agora impõe às instituições de segurança e ao Judiciário o papel de delimitar as responsabilidades e garantir que a fiscalização pública não seja instrumentalizada como ferramenta de intimidação ou conflito pessoal.








