Por Wesley Silas
Segundo apurou a reportagem do Portal Atitude, a servidora está no cargo desde julho/2022, compondo a equipe do então Coordenador Regional Osmar Gomes de Lima, Capitão Reformado do Exército, exonerado pela Portaria nº 974/2023, da Casa Civil da Presidência da República.
“Com a vacância do cargo, a servidora Raquel Paim Simões passou a responder pelo expediente da Coordenação Regional até que seja nomeado um novo titular para o cargo”, disse um servidor da Funai.
Segundo relata o documento (confira a íntegra neste link), a servidora vem exercendo a função, mesmo interinamente, “com arbítrio, abuso de poder, assédio moral e desqualificação dos servidores do órgão, o que vem ocasionando insatisfação e insegurança administrativa”.
Em entrevistas com servidores, eles alegam que a servidora “Raquel Paim Simões não conhece a causa indígena, é de difícil relacionamento, prepotente e não tem nenhuma afinidade com o indigenismo, principalmente no que diz respeito à assistência social”.
O movimento dos servidores pegou corpo e passou a ter apoio de entidades ligadas a questão indígena, inclusive o Coletivo de Mulheres Iny Mahadu – ASIVA, representado pelas mulheres do Tocantins, Goiás e Mato Grosso, conforme mostra o documento abaixo enviado à reportagem:
Conforme alguns de seus colegas de trabalho, o histórico funcional da servidora é de problemas em todas as unidades da FUNAI por onde passou, inclusive respondido por Processo Administrativo Disciplinar (PAD).
“Ela tem respondido PAD’s na FUNAI, mas sempre se defendendo dizendo que tem sofrido assédio moral que se tornou uma estratégica que ela vem usando para se safar das penas pelos ilícitos administrativos praticados”, disse um dos servidores ouvidos pela reportagem.
A reportagem tentou ouvir a Chefe da Divisão Técnica do órgão, servidora Raquel Paim Simões, mas, até o fechamento da reportagem não conseguiu contato da mesma, mas disponibilizar o mesmo espaça para atender o princípio do contraditório.









