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Lar»Cidades»Câmara de Dianópolis aprova homenagem à matriarca quilombola Vô Camila (in memoriam)
Cidades

Câmara de Dianópolis aprova homenagem à matriarca quilombola Vô Camila (in memoriam)

Atitude TocantinsPor Atitude Tocantins5 de junho de 2025 - 20:294 minutos de leitura
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Por Redação

Na tarde desta quinta-feira, 5, a Câmara Municipal de Dianópolis, localizada no Sudeste do Tocantins, aprovou por unanimidade, em dois turnos, o Projeto de Lei 17/2025. Esta Lei altera a Lei Municipal nº 641/1994 para renomear a Escola Municipal Descoberto, na zona rural, dentro da comunidade como Escola Municipal “Vó Camila”, em homenagem à matriarca e líder (in memoriam) da comunidade Quilombola do Lajeado.

O vereador Tiago Dias Cardoso, autor do Projeto de Lei, destacou a importância da mudança.

”A proposta é fortalecer a memória da comunidade, de Dona Camila, que foi uma mulher com um legado inegável para a história de Dianópolis, da região e do Tocantins. Este projeto foi um pedido da própria comunidade e não desmerece a região, uma vez que o nome atual é apenas em menção à localização. Hoje, essa homenagem reconhece a força dessa mulher que muito fez pela história e cultura da nossa cidade e da nossa região. Conhecida por toda a comunidade como Vó Camila”, finalizou Tiago.

O momento foi marcado por emoção, com a presença de familiares de Vó Camila na plateia. Entre eles estavam as filhas, Leoneia Bispo Martins, e Ana Bispo Martins, além de netos e sobrinhos

“Hoje é um dia muito especial para nós, a homenagem à minha mãe é o reconhecimento de uma vida inteira dedicada à nossa comunidade e à nossa cultura. Ela sempre acreditou na força do nosso povo e lutou por nossos direitos”, disse Ana Bispo representando a família.

Quem foi Vó Camila

Camila Martins de Deus, carinhosamente conhecida como Vó Camila, é um símbolo de resistência, fé, cuidado e identidade cultural do povo quilombola do sudeste do Tocantins. Nascida no Quilombo Lajeado em 15 de julho de 1938, Vó Camila era a quarta de cinco irmãs e filha de uma família cuja principal fonte de sustento era a agricultura, profundamente enraizada no território do município de Dianópolis.

Desde a infância, destacou-se como rezadeira e benzedeira, ofícios que herdou e exerceu com humildade, fé e sabedoria, tornando-se uma referência espiritual para toda a comunidade. Aos 20 anos, casou-se com Miguel Bispo e teve cinco filhos: Manoel, Helena (in memoriam), Ana, José e Leonéia. Ao longo de sua vida, participou ativamente da criação de 22 netos, dos quais conheceu todos, e teve o privilégio de conhecer 3 dos 11 bisnetos.

Com uma trajetória de 81 anos marcada pelo amor, dedicação e acolhimento, Dona Camila não foi apenas mãe e avó, mas também madrinha, bisavó, tia, irmã e conselheira para muitos. Com pulso firme e coragem inabalável, ela nunca negou sua origem como mulher quilombola, descendente de baianos, e estava profundamente conectada com sua ancestralidade. Tornou-se um símbolo da luta contra o racismo e da afirmação do pertencimento étnico e territorial, valores que cultivou e transmitiu com firmeza.

Seu legado foi reconhecido em vida, sendo homenageada em 2019 no Festival Gastronômico e Cultural de Dianópolis, que abordou a gastronomia quilombola. Em 2020, foi criado o “Diploma ao Mérito Gastronômico Dona Camila” pela Assembleia Legislativa do Tocantins, uma honraria que eterniza sua importância cultural. Em 2024, foi indicada para nomear a Comissão de Direitos Humanos como personalidade indispensável à perpetuidade da luta quilombola no Tocantins, sendo homenageada pelo curso de Direito da Universidade Federal do Tocantins.

Desde seu falecimento em 2019, seu legado continua a ressoar entre os quilombolas, servindo como uma inspiração viva de coletividade, espiritualidade e resistência. Dona Camila acreditava profundamente na força do pertencimento como alicerce da continuidade de um povo. Sua trajetória é parte essencial da memória cultural de Dianópolis e do Tocantins, e agora, com a renomeação da escola, seu legado será perpetuado nas futuras gerações.

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