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Opinião do Leitor: O Brasil refém da blindagem política

Atitude TocantinsPor Atitude Tocantins17 de setembro de 2025 - 19:103 minutos de leitura
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“O que deveria ser uma Casa de representação se transforma em um clube fechado de autoproteção, onde a ética é substituída por manobras jurídicas e a moral é trocada por conveniências políticas. É um verdadeiro escárnio com a sociedade, que paga impostos, cumpre leis e, no fim, vê os poderosos acima delas”, Gilberto Silva, professor aposentado, jornalista e escritor.

Por Gilberto Silva

O Brasil assiste, estarrecido, a mais um capítulo da degradação moral e jurídica do Congresso Nacional. A Câmara Federal aprovou uma PEC que, na prática, cria uma casta de intocáveis. Deputados e senadores só poderão ser presos ou investigados se o próprio Congresso autorizar, e pasmem, por votação secreta, não importando qual seja o crime cometido. Sendo parlamentar, terá imunidade. É a institucionalização da impunidade, um tapa na cara da Constituição e do povo brasileiro.

E no Tocantins, para vergonha ainda maior, todos os deputados federais do Estado votaram a favor dessa indecência, endossando o pacto de autoproteção que, cedo ou tarde, abrirá caminho para blindar criminosos travestidos de políticos, nas Câmaras municipais, nas Assembleias Estaduais e Distrital. Gente que deveria representar o povo usa o mandato para se locupletar e afundar o país ainda mais no mar de lama da imoralidade e da ilegalidade.

Não se trata apenas de uma manobra legislativa. É a completa inversão de valores. Os representantes, que deveriam servir à sociedade, usam o poder para se proteger da lei. Enquanto o trabalhador responde por seus erros, parlamentares se concedem imunidade absoluta.

E não para por aí. Em paralelo, avança a ideia de anistiar políticos já investigados ou em investigação, além do já condenados por atentar contra a democracia. O que seria isso, senão premiar quem conspirou contra o Estado de Direito? Chamar de “anistia” é até um eufemismo. Na prática, é cumplicidade, é passar pano para crimes gravíssimos, é rasgar a memória recente do país.

A cada movimento como esse, o Congresso se distancia ainda mais do povo.

O que deveria ser uma Casa de representação se transforma em um clube fechado de autoproteção, onde a ética é substituída por manobras jurídicas e a moral é trocada por conveniências políticas. É um verdadeiro escárnio com a sociedade, que paga impostos, cumpre leis e, no fim, vê os poderosos acima delas.

O perigo é que a sucessão de absurdos acabe sendo normalizada. O brasileiro, cansado e descrente, corre o risco de se acostumar com a barbárie

institucional. É nesse ambiente que florescem populistas de todos os espectros, oferecendo soluções fáceis para problemas criados pela própria degradação da política.A pergunta “onde o Brasil vai parar?” não é retórica. Se a cidadania se calar,

o país caminha para um regime de privilégios absolutos, onde a lei só vale para os pequenos. Agora só falta, por ironia, abolir a Lei Áurea, retirar o direito de voto das mulheres e reabrir as senzalas. Esse é o grau de retrocesso a que nos arrastam.

O Brasil não pode aceitar a blindagem da vergonha nem a anistia da covardia.

O momento exige voz firme e indignação ativa. Do contrário, assistiremos à falência da democracia diante de uma “máfia legalizada” que ocupa o coração do poder.

Gilberto Silva, professor aposentado, jornalista e escritor

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