Para o empresário de Gurupi, notícias do RJ e CE são alerta de que facções avançam; nova força municipal liberaria a PM para focar no combate ao crime organizado “antes que seja tarde”
Por Redação
As recentes imagens de guerra urbana no Rio de Janeiro e os relatórios sobre a expansão de facções criminosas em estados como o Ceará acenderam um alerta que chega até longe dos grandes centros. Para o empresário Cristiano Pisoni, a crise nacional de segurança pública exige uma resposta local imediata, antes que a realidade de outras capitais se torne também a de Gurupi.
Em análise publicada no Instagram, Cristiano conectou os pontos entre o avanço do crime organizado no Brasil e a vulnerabilidade das cidades do interior. “A gente pensa que é problema dos outros, distante de nós, mas as siglas das facções já estão pichadas nos nossos muros. A pergunta não é ‘se’ elas vão tentar se estabelecer aqui, mas ‘quando’ e com que força”, alerta.
A Guarda Municipal como Estratégia de Inteligência
Para o empresário, a resposta passa por uma proposta que ele defende desde o período eleitoral de 2024: a criação urgente da Guarda Metropolitana de Gurupi.
Longe de ser apenas mais um custo para o município, Pisoni argumenta que a Guarda é uma peça-chave de inteligência estratégica. “Hoje, nossa Polícia Militar, que é extremamente competente, muitas vezes precisa se dividir para atender ocorrências de menor potencial ofensivo, perturbação do sossego ou proteção do patrimônio público”, explica.
A lógica defendida é técnica: “Não se trata de substituir, mas de somar forças. Uma Guarda Municipal presente nas ruas, nas praças e nas portas das escolas tem um poder enorme de impedir crimes menores. Ela previne o pequeno delito antes que ele aconteça, enquanto a PM ganha musculatura para enfrentar o crime mais pesado”, detalha Pisoni.
Gurupi precisa de voz ativa
Além da medida municipal, Pisoni destaca a necessidade de uma postura mais incisiva das lideranças políticas locais junto ao Governo do Estado e à bancada federal. “Gurupi é uma das cidades mais importantes do Tocantins, um polo regional. Nossos vereadores, nosso prefeito, nossos deputados precisam bater na mesa e exigir investimentos em inteligência, tecnologia e efetivo para as nossas forças de segurança”, defende.
Para o empresário, o momento de agir é agora, enquanto o cenário ainda é de controle. “O custo de prevenir com uma Guarda Municipal é infinitamente menor do que o custo de tentar remediar uma cidade tomada pelo crime, como vemos infelizmente no Rio de Janeiro. Gurupi não pode pagar para ver.”








