Entidade afirma que projeto, aprovado pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico, tinha previsão de R$ 490 milhões em negócios para 2025; atraso na liberação de recursos é atribuído à transição de governo.
Por Redação
A Federação das Associações Comerciais e Industriais do Tocantins (FACIET) comunicou, nesta semana, o cancelamento do repasse de recursos destinados à Campanha Natal Premiado, ação consolidada que reuniu mais de 30 associações comerciais do estado e cuja execução ficou inviabilizada em razão de atraso nos trâmites de liberação financeira durante o período de transição do Governo do Tocantins.
A FACIET informou (leia aqui a nota) que sempre cumpriu prazos e obrigações previstos nos termos de acordo firmados para a realização da Campanha Natal Premiado, que é promovida de forma contínua há mais de quatro anos. Segundo a federação, a iniciativa comprovadamente fortalece o comércio local e incrementa as vendas nos municípios participantes.
Para 2025, a campanha tinha estimativa de gerar R$ 490 milhões em negócios e arrecadação aproximada de R$ 34 milhões em tributos. A federação ressalta que o projeto foi previamente estruturado e recebeu aprovação do Conselho de Desenvolvimento Econômico do Tocantins (CDE), com autorização do recurso para sua execução, cuja finalidade exclusiva seria o fomento à atividade empresarial.
Em nota, a FACIET apontou que o cenário de transição no governo estadual impactou os trâmites administrativos necessários à liberação do montante, o que impossibilitou a execução da campanha no cronograma inicialmente previsto. A entidade declarou manter postura de diálogo e cooperação com as autoridades e manifestou expectativa pela retomada do fomento e reprogramação da ação.
Repercussão e próximos passos
Representantes das associações comerciais afetadas ainda não divulgaram posicionamento formal sobre medidas a serem adotadas. A FACIET aguarda definição por parte do Executivo estadual para articular nova data e garantir que os recursos cumpram sua finalidade econômica e social.
A interrupção temporária do repasse deixa em suspenso uma ação considerada estratégica para o varejo local; a retomada dependerá de regularização administrativa por parte do Governo do Tocantins e de acordo entre as partes envolvidas.








