Por Wesley Silas
A Polícia Civil do Tocantins cumpriu, na manhã desta quarta-feira (20), um mandado de prisão preventiva contra Djailton dos Santos Batista, de 30 anos, conhecido como “Kiko”. Ele é investigado pelo homicídio qualificado de um policial militar da reserva remunerada, de 60 anos, e pela tentativa de homicídio contra o filho da vítima, de 36 anos. Os crimes ocorreram no último dia 18 de maio, na Avenida Beira Rio, no centro do município de Peixe, sul do estado. A prisão foi efetuada por volta das 8h30 por equipes da 94ª Delegacia de Polícia de Peixe, com apoio de divisões regionais.
Motivação e dinâmica do crime
De acordo com o inquérito policial, o crime foi motivado por desavenças antigas entre o suspeito e o filho do policial militar. Os conflitos, motivados por problemas de vizinhança relacionados à criação de animais, vinham ocorrendo desde o fim de 2025 e já haviam gerado discussões, ameaças e registros de boletins de ocorrência.
No dia do fato, o investigado teria utilizado uma faca para atacar as vítimas. Conforme os levantamentos iniciais, houve luta corporal, e o suspeito desferiu golpes sucessivos contra o militar da reserva — que morreu no local — e contra o filho dele, que sobreviveu aos ferimentos.
Argumentação da defesa
Em entrevista ao repórter Jair Inocêncio, o advogado do acusado, Rayfran Vieira, declarou que seu cliente agiu em legítima defesa. O defensor afirmou que todos os elementos necessários para comprovar a tese serão apresentados formalmente no decorrer do processo judicial.
Mobilização policial e trâmites jurídicos
A prisão preventiva foi solicitada pela autoridade policial de Peixe, recebeu parecer favorável do Ministério Público e foi deferida pelo Poder Judiciário.
A operação para o cumprimento do mandado envolveu uma ação integrada entre:
94ª Delegacia de Polícia de Peixe;
7ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Gurupi (7ª DRPC);
3ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP Gurupi);
8ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC Gurupi);
88ª Delegacia de Polícia de Gurupi.
Após passar pelos procedimentos legais cabíveis na delegacia, Djailton dos Santos Batista foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
Teses de acusação e defesa
O desfecho violento de um conflito de vizinhança que se arrastava há meses evidencia a insuficiência dos mecanismos preliminares de mediação e a escalada da letalidade em disputas interpessoais cotidianas. A rápida resposta das forças policiais e do Judiciário ao expedir e cumprir o mandado de prisão atende ao rito legal necessário para a garantia da ordem pública, mas transfere agora para a esfera judicial a responsabilidade de processar as teses de acusação e defesa, em um caso que expõe a vulnerabilidade da segurança individual mesmo diante de alertas prévios registrados em delegacias.








