Por Wesley Sila, com informações da Ascom
LAGOA DA CONFUSÃO – O vice-governador Laurez Moreira (PDT) utilizou a abertura oficial da colheita de arroz da safra 2026, na Fazenda São João II, para reafirmar sua conexão com o setor produtivo e pavimentar sua influência política no Vale do Araguaia. Ao lado de lideranças rurais e empresariais, Laurez defendeu a transição do Tocantins de “celeiro de grãos” para um estado industrializado, estratégia central em sua agenda de fortalecimento para os próximos embates eleitorais.
A Força do Vale do Araguaia
O evento, organizado pela Associação dos Produtores Rurais do Sudoeste do Tocantins (Aproest), marcou um momento simbólico para a região, que possui mais de 150 mil hectares de área sistematizada e capacidade para até três safras anuais.

Para o vice-governador, Lagoa da Confusão é o modelo do que o planejamento estatal pode alcançar. Em seu discurso, ele resgatou o histórico de projetos estruturantes, como o Rio Formoso, para destacar que o crescimento atual não é fruto do acaso, mas de continuidade e investimento tecnológico.
“O que vemos aqui é a prova de que o Tocantins superou a fase da subsistência. Hoje somos referência nacional. O meu compromisso é garantir que cada município identifique sua vocação e receba o suporte estratégico para crescer”, afirmou Laurez.
Diálogo Direto com o Produtor
A presença de Laurez atende a um convite direto do presidente da Aproest, Wagno Milhomem. O gesto sinaliza a busca de aproximação entre o Executivo e o agronegócio, setor que detém o maior peso no PIB estadual.
Milhomem, embora tenha celebrado a produtividade recorde, enviou um recado claro sobre a necessidade de maior presença do poder público: “Este é um marco para o nosso agro. O avanço é fruto do trabalho do produtor, mas agora a expectativa é que o Estado acompanhe esse ritmo com parcerias e infraestrutura”, pontuou o dirigente.
Análise Política
Em um cenário de pré-candidaturas ao Palácio Araguaia, o movimento em Lagoa da Confusão demonstra que Laurez está focado em consolidar sua base onde a economia pulsa mais forte: no campo.








