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Pesquisa sobre o pequi e trajetória de superação marcam defesa de mestrado na UFNT

Atitude TocantinsPor Atitude Tocantins13 de abril de 2026 - 19:003 minutos de leitura
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Araguaína (TO) – A Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT) reafirma seu compromisso com a inclusão e a diversidade na pós-graduação por meio de trajetórias como a da mestranda Thamires Marques Ferraz Saraiva, que defendeu sua dissertação no último dia 31 de março, no Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura e Território (PPGCULT).

Thamires, que possui autismo nível 1 de suporte é graduada em Nutrição pela UNOPAR e em Geografia pela UFNT, e ingressou no mestrado do PPGCULT por meio de processo seletivo. Ao longo de sua trajetória, contou com o acolhimento do programa e do orientador, que acompanharam de forma sensível suas necessidades, contribuindo para o desenvolvimento de sua pesquisa e formação acadêmica.

Ao longo do mestrado, Thamires contou com o apoio institucional do programa em diferentes aspectos, evidenciando a importância de práticas acadêmicas pautadas na escuta, no acolhimento e na adaptação às necessidades dos estudantes. Sua pesquisa teve como foco o pequi, fruto típico do cerrado, abordado a partir de suas dimensões biológicas, nutricionais e culturais.

“Após a mudança do tema de pesquisa, decidimos estudar o pequi, buscando compreender sua relevância no cotidiano e na cultura do cerrado. É um fruto que faz parte da minha vivência, desde a coleta até os momentos de convivência familiar, o que despertou o desejo de aprofundar esse conhecimento”, destaca a pesquisadora.

Durante o percurso acadêmico, um dos principais desafios enfrentados por Thamires esteve relacionado ao ritmo das atividades. “O maior desafio foi acompanhar o tempo de produção acadêmica, pois preciso de um período maior para transformar teoria em prática. Ainda assim, encontrei no programa profissionais dispostos a compreender e respeitar esse tempo”, relata.

A experiência também foi marcada pelo suporte institucional, que incluiu acompanhamento próximo da coordenação, adaptação de processos e apoio no desenvolvimento da pesquisa. “Fui muito acolhida durante todo o processo. A coordenação facilitou a comunicação e o orientador conduziu meu trabalho de forma didática e sensível. Graças a essa inclusão bem conduzida, consegui alcançar meu objetivo”, afirma.

Pequi é um dos frutos concorrido nas feiras. Imagem da Feira do Produtor em Gurupi.

Para o professor orientador, Yonier Alexander Orozco Marin, a trajetória representou um processo de aprendizado coletivo. “A experiência de orientação da Thamires foi uma oportunidade de crescimento para mim e para o PPGCULT. Por meio do diálogo, do acolhimento e da escuta sensível, construímos uma relação de confiança que demonstra o esforço da universidade em acolher diferentes formas de produção de conhecimento”, ressalta.

Segundo ele, o programa segue comprometido com o fortalecimento de práticas inclusivas. “O PPGCULT reitera seu compromisso com pesquisas interdisciplinares, com as demandas sociais e com o aprimoramento de estratégias de acolhimento da diversidade na pós-graduação”, completa.

A trajetória de Thamires também foi acompanhada de perto pela família. Para sua mãe, Suelí Marques Ferraz, professora vinculada à UFNT, o apoio recebido foi fundamental. “Ela enfrentou desafios ao longo do mestrado, mas foi muito bem acolhida pelo programa e pelo orientador. Esse cuidado fez toda a diferença para que ela pudesse concluir essa etapa”, destaca.

Pequi UFT
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